Cortes de energia elétrica e de água castigam a Argentina

Ministro do Planejamento diz que serviços serão normalizados em breve, mas pede economia de água

Marina Guimarães, da Agência Estado,

04 de janeiro de 2008 | 13h28

Com a chegada do forte calor e uma sensação térmica que atinge os 40 graus na Argentina, os cortes de energia elétrica e de água castigam a população de dezenas de bairros de classe média em Buenos Aires e no interior do país.    Na Argentina, que abriga quase 40 milhões de habitantes, praticamente a metade da população está sofrendo com algum tipo de corte de luz e de água desde o último dia 31 de dezembro. Sem os serviços essenciais há mais de 36 horas, os moradores do tradicional bairro portenho de Caballito voltaram nesta quinta-feira, 3, a bater as panelas, imitando o "panelaço" que iniciaram em dezembro de 2001, que resultou na renúncia do ex-presidente Fernando De la Rúa.     Apesar dos protestos, nesta sexta, 4, vários bairros portenhos continuavam sem água e luz. O ministro de Planejamento, Julio De Vido, deu uma entrevista à agência oficial de notícias, Télam, dizendo que ainda nesta sexta, 4, os serviços estariam sendo normalizados. O ministro aproveitou para pedir à população que economize água. A Argentina está aplicando o uso racional de energia elétrica desde o último dia 30, com o adiantamento do fuso horário em uma hora, o que fez com que o pico da demanda por eletricidade passasse das 21 para às 23 horas, "o que significa um uso menos abrupto, mais tranqüilo e que está gerando uma economia de entre 150 a 175 megawatts diários", informou.     As empresas importadoras de lâmpadas entregaram à Secretaria de Energia um cronograma para abastecer os primeiros cinco milhões de focos de luz de baixo consumo, como parte do Plano de Uso Racional de Energia. A proposta contempla um preço de entre 5 a 7 pesos (R$ 2,78 a R$ 3,90) por unidade. A Câmara Argentina de Indústrias Eletrônicas, Eletromecânicas e Luminárias calculam que o custo total para o Estado será de 30 milhões de pesos (R$ 16,734 milhões) para a troca das atuais lâmpadas pelas de baixo consumo com preços subsidiados. O preço médio de cada lâmpada de 20 watts será de 6 pesos (R$ 3,34). Nas lojas, o valor está entre 10 a 14 pesos (R$ 5,57 a R$ 7,80), conforme a marca.     Para ajudar o governo, a União Industrial Argentina (UIA) iniciou um plano de distribuição de lâmpadas similares aos seus empregados, mas pelo preço normal, sem subsídio. O programa do governo prevê a distribuição de cerca de 25 milhões de lâmpadas de baixo consumo em um prazo de 36 meses.

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