Cresce a pressão pela restituição de presidente de Honduras

EUA dizem que reconhecem apenas Zelaya como presidente; Brasil defende retorno dele ao cargo

Reuters,

28 de junho de 2009 | 18h21

Os Estados Unidos, a União Europeia, o Brasil e os principais países latino-americanos condenaram neste domingo, 28 a prisão e expulsão do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, do país e defenderam o retorno dele ao cargo. Ele foi levado por militares para a Costa Rica na manhã de hoje horas antes da votação de um plebiscito sobre a adoção de uma reforma constitucional no país. A votação foi definida como ilegal pelo Judiciário e pelo Legislativo.

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O embaixador dos EUA em Tegucigalpa, Hugo Llorens, disse que Zelaya é o único governante do país reconhecido pela Casa Branca. Mais cedo, o presidente Barack Obama disse que o conflito deve ser resolvido por vias pacíficas e que as regras democráticas devem ser respeitadas.

"A prisão e a expulsão de Manuel Zelaya me preocupa. A disputa deve ser resolvida pacificamente por meio do diálogo e sem a interferência estrangeira", completou Obama.

O Itamaraty divulgou nota em que condena de forma veemente"a retirada de Zelaya do Palácio Presidencial e sua condução para fora do país e defendeu a reposição "imediata e condicional" a suas funções. "Ações militares desse tipo configuram atentado à democracia e  não condizem com o desenvolvimento político da região", acentua a nota.

Outros países latino-americanos como México, Argentina, Chile, Venezuela, Bolívia, Uruguai, Panamá, Nicarágua e Equador também criticaram a tentativa de golpe em Honduras.

O presidente venezuelano Hugo Chávez foi o mais exaltado na defesa de Zelaya. Ele prometeu derrubar qualquer presidente que assuma o cargo no lugar do colega. "Se o presidente do Congresso assumir, o derrubo", disse Chávez.

A União Europeia condenou o que chamou de golpe de Estado. " É uma violação inaceitável da ordem constitucional em Honduras", disse o chanceler Jan Kohout, da República Tcheca, país que detém a presidência do bloco. França e Espanha também divulgaram notas de repúdio à tentativa de golpe.

 

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, manifestou  grande preocupação com as tensões políticas e institucional em Honduras e pediu a todas as partes que mantenham a calma

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