Crise econômica atrasa mudanças em Cuba, diz Raúl Castro

Presidente cubano afirma que má fase da economia global impede o aumento dos salários dos cubanos

Reuters,

11 de julho de 2008 | 21h28

O presidente cubano Raúl Castro alertou nesta sexta-feira, 11, que uma de suas principais mudanças para a ilha - o aumento dos salários dos trabalhadores - poderá atrasar pelos problemas econômicos globais. Discursando no primeiro encontro da Assembléia Nacional desde que sucedeu seu irmão Fidel Castro no poder em fevereiro, Raúl afirmou que gostaria de poder agir mais rapidamente para melhorar a vida dos cubanos, mas a alta dos preços e a economia em desaquecimento o força ser realista.   Veja também: Cuba deverá ajustar economia devido a crise dos alimentos   Raúl Castro, de 77 anos, deu alguns passos para modernizar a economia dirigida pelo Estado cubano, que incluiu o fim dos limites salariais e o incentivo econômico para trabalhadores produzirem mais.   Ele disse que o "problema do salário" estava sendo estudado "gradativamente e de acordo com as prioridades", mas rejeitou expectativas para uma ação rápida. "Dependerá da situação econômica do país, inevitavelmente ligada a crise mundial hoje, que poderá piorar", afirmou o novo líder cubano. "Não seria ético criar falsas expectativas", completou.   Raúl sentou-se próximo a uma cadeira vazia reservada a Fidel, que não aparece em público desde que cedeu o poder provisoriamente a seu irmão após uma cirurgia intestinal em julho de 2006.   Quando Raúl assumiu o poder, aumentaram as expectativas para as mudanças na filha, onde a maioria dos cidadãos recebe menos de US$ 20 por mês.   Entre as reformas aprovadas pelo novo governo cubano incluem-se a descentralização da agricultura para aumentar a produção de alimentos, a abertura a cubanos de instalações turísticas antes usadas exclusivamente por estrangeiros e a permissão para que os moradores da ilha comprem telefones celulares e computadores.  

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