Crise em Honduras está perto do fim, diz chefe do Exército

Partes concordam com 90% de acordo e questões pendentes devem ser definidas na quarta ou na quinta

Efe,

14 de outubro de 2009 | 13h42

O chefe das Forças Armadas de Honduras, o general Romeo Vázquez, afirmou nesta quarta-feira, 14, que está chegando ao fim a crise política gerada pelo golpe de Estado que, em 28 de junho, tirou do poder o presidente Manuel Zelaya.

 

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"Avançamos bastante, estamos praticamente quase no fim da crise", declarou Vázquez à rádio HRN, à qual ressaltou que as crises tem "seu começo, seu auge e também seu final". "Eu acho que isto vai ser solucionado nos próximos dias. É no que acreditamos", afirmou o general, para quem os hondurenhos não podem "continuar se enfrentando", referindo-se aos encontros entre as representações do presidente deposto e do líder de facto, Roberto Micheletti.

 

O diálogo pelo fim da crise travado entre as comissões continuava em um hotel de Tegucigalpa. Segundo fontes de ambas as delegações, as conversas avançaram bastante na terça-feira, quando as partes concordaram com 90% do Tratado de San José, proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, e aceitaram formar um governo de reconciliação e não anistiar os envolvidos no golpe.

 

O ponto mais difícil nas negociações, a restituição de Zelaya no poder, deverá ser discutido entre quarta e quinta-feira, quando vence o prazo que Zelaya deu para ser colocado de volta na Presidência. Enquanto o diálogo avança, o presidente deposto permanece na embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

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