Palácio de Miraflores/Efe
Palácio de Miraflores/Efe

Crise energética faz Chávez cancelar ida a cúpula da Unasul

Presidente julga 'relevante' sua presença na Venezuela em momento de racionamento de energia e protestos

Efe e Reuters,

09 de fevereiro de 2010 | 12h53

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, cancelou sua participação na reunião extraordinária da União das Nações da América do Sul (Unasul), que ocorrerá em Quito nesta terça-feira, 9, por motivos internos com seu país. A cúpula debaterá a coordenação da ajuda a ser enviada ao Haiti.

 

Uma fonte da chancelaria equatoriana informou que Chávez não irá ao encontro porque considera "relevante sua presença na Venezuela em momentos como este". Com a ausência, o venezuelano enviará o chanceler Nicolás Maduro à reunião da Unasul.

 

A Venezuela vive um momento delicado referente à crise energética e à crescente atividade da oposição. Desde que anunciou o fechamento da emissora RCTV, Chávez tem enfrentado protestos estudantis e de partidos opositores. Além disso, vários de seus maiores aliados na base do governo deixaram seus cargos por não concordar com as políticas do presidente.

 

Crise energética

 

O governo lançou um plano de economia de eletricidade que contempla desde sanções até incentivos nas contas, tanto para clientes residenciais como comerciais e industriais.

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Chávez anunciou uma redução de até 50% da conta para clientes residenciais que diminuam a demanda em 20%, e uma cobrança extra de até 200% para quem superar essa mesma porcentagem.

O estado de emergência vai se estender por 60 dias e poderá ser prorrogado.

Os racionamentos, que também afetam a distribuição de água, prejudicam o governo a sete meses das eleições legislativas de setembro, em que Chávez pretende manter a maioria da Assembleia para empreender reformas legais necessárias para seu projeto socialista.

O governo afirma que a grave situação se deve a uma prolongada seca que esvaziou a gigantesca represa de El Guro, responsável por 70% da geração elétrica do país, e também devido ao aumento da demanda em consequência da expansão econômica do país até 2008.  

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