Crise energética tende a desaperecer, diz ministro de Energia venezuelano

Rodríguez não deu prazo para fim do racionamento energético, mas afirmou que ele está próximo

15 de abril de 2010 | 18h47

Efe

 

CARACAS- A grave crise elétrica que há meses afeta a Venezuela tende a "desaparecer" graças a "política bem-sucedida" de emergência aplicada pelo governo, disse nesta quinta-feira, 15, o ministro de Energia Elétrica venezuelano, Ali Rodríguez.

 

"Já foram dadas as condições para que se vá reduzindo progressivamente o racionamento" de eletricidade instituído em quase todo o país, disse Rodríguez em coletiva de imprensa no Ministério.

 

O ministro não deu um prazo para o fim dos numerosos cortes de luz no interior do país há meses, medida da qual só Caracas se salvou.

 

Ainda assim, Rodríguez anunciou que a capacidade de geração de energia na Venezuela, que atualmente é de 16.200 megawatts, alcançará "os 25.000 megawatts em 2010" graças a diversos projetos em andamento, principalmente termoelétricos.

 

Além dos cortes programados de energia, o governo de Hugo Chávez impôs outras medidas para economizar luz, entre elas estender o feriado da Semana Santa, que é celebrado tradicionalmente na quinta e na sexta, mas que neste ano começou na segunda.

 

Cerca de 70% da energia elétrica venezuelana provem das turbinas da usina El Guri, que sofre com as secas devido ao fenômeno meteorológico El Niño, segundo o governo.

 

A oposição, no entanto, culpa a falta de planejamento e a falta de investimentos no setor da administração chavista pela crise elétrica que atinge o país.

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