Cristina criará Conselho Econômico e Social para abrir diálogo

Grupo será formado por todos os setores da economia e do cenário político no país

Marina Guimarães, da Agência Estado,

16 de julho de 2009 | 15h40

O governo da Argentina prepara a criação do Conselho Econômico e Social como iniciativa para ampliar a proposta de diálogo da presidente Cristina Kirchner, após a derrota eleitoral parlamentar do último dia 28. Segundo a imprensa local, a convocação do conselho seria feita ainda nesta quinta-feira, 16, por Cristina.

 

Uma fonte da União Industrial Argentina (UIA) disse que o conselho "é importante para discutir o rumo da economia, mas o governo tem pressa em sua criação para evitar que as reivindicações salariais com ameaças de greve paralisem o país".

 

O conselho será integrado por empresários de todos os setores da economia, Central Geral do Trabalho (CGT) e representantes do governo. O Acordo Cívico e Social (ACyS), a coligação da oposição que reúne a União Cívica Radical (UCR) e a Coalizão Cívica, solicitou ao governo fazer parte da mesa de discussões do conselho. Mas ainda não houve uma resposta, segundo o presidente da UCR, Gerardo Morales. A CGT, presidida por Hugo Moyano, o líder dos caminhoneiros, está dividida. Após a derrota eleitoral dos Kirchners, os líderes dissidentes da CGT ganharam força e aumentaram suas apostas para enfraquecer Moyano e disputar uma futura eleição pelo controle da poderosa central sindical.

 

Nesse sentido, vários sindicatos já ameaçam greve, como os metalúrgicos e os trabalhadores das companhias petrolíferas. O próprio sindicato dos Caminhoneiros, liderado pelo filho de Moyano, Pablo, quer aumentos salariais e sinaliza com paralisações para conseguir o objetivo.

 

Moyano está à frente da CGT há anos e diante de cada negativa do governo aos seus pedidos, o sindicalista mostra o seu poder de mobilização - convoca manifestações relâmpagos dos caminhoneiros, que conseguem parar a cidade de Buenos Aires rapidamente. Uma greve geral de caminhoneiros tem o poder de parar o país. Com a CGT em conflito, o governo busca apoios que possam evitar as paralisações.

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