Cristina diz que não mudará rumos de seu governo após morte de Kirchner

Presidente argentina nega opinião de analistas de que iria flexibilizar políticias intervencionistas

Reuters,

31 de outubro de 2010 | 16h15

Cristina e seu filho, Máximo, chegando ao cemitério de Río Gallegos em 29 de outubro

 

BUENOS AIRES- A presidente argentina, Cristina Kirchner, disse neste domingo, 31, que não mudará o rumo de seu governo, caracterizado por políticas intervencionistas, após a morte de seu marido e antecessor, o ex-presidente Néstor Kirchner.

 

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Kirchner, considerado o político mais poderoso da Argentina e apontado como o candidato do governo para as eleições presidenciais do próximo ano, morreu repentinamente na quarta-feira, o que levou muitos a pensarem que a atual presidente poderia flexibilizar suas políticas.

 

"Não vamos mudar justo agora", disse Cristina Kirchner no domingo ao jornal Página 12, ao deixar o cemitério da cidade de Río Gallegos, onde seu marido foi enterrado.

 

Em um sinal de firmeza após perder seu principal sócio político, Cristina retomará as atividades oficiais na segunda-feira e espera-se que na terça-feira ela participe de um ato público na província de Córdoba, a 800 quilômetros de Buenos Aires.

 

Autoridades haviam adiantado durante o fim de semana que o país manteria o modelo de governo impulsionado pelo chamado "casal presidencial" e falaram da possibilidade de Cristina ser a candidata governista em outubro de 2011.

 

O mundo financeiro viu a morte de Kirchner como a possibilidade de uma moderação nas políticas de governo, o que provocou uma alta nos mercados.

 

No entanto, a forte expansão econômica e o crescimento da popularidade de Cristina com a morte do marido poderiam levar a presidente a manter ou até endurecer suas políticas de governo.

 

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(Reportagem de Karina Grazina)

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