Cristina Kirchner chama jornalistas de 'aprendizes de bruxos'

Presidente argentina diz que repórteres 'divulgaram cataclismas' por cobertura durante epidemia de gripe suína

ARIEL PALACIOS, Agencia Estado

29 de dezembro de 2009 | 18h05

"Divulgadores de cataclismos" e "aprendizes de bruxos" foram as definições disparadas hoje pela presidente Cristina Kirchner sobre os profissionais da área jornalística. Segundo a presidente argentina, que costumeiramente afirma ser "vítima de fuzilamentos midiáticos", os jornalistas argentinos tiveram uma atitude "alarmista" para "aterrorizar" a população sobre o contágio do vírus da gripe suína em meados deste ano.

A presidente afirmou que os jornalistas deveriam "abandonar a esquizofrenia como política de comunicação".

Durante a epidemia de gripe suína, cujo pico ocorreu entre maio e agosto na Argentina, o governo federal manteve silêncio durante semanas sobre o número real de pessoas contagiadas e o total de mortos. Na ocasião, os especialistas da área médica criticaram intensamente o governo Kirchner de "descaso" com a expansão da doença e de "ocultar" informações.

As únicas fontes de informação confiáveis eram os governos provinciais, que diariamente informavam sobre o total de pessoas afetadas pela doença.

Cristina Kirchner sustentou nesta terça-feira que a imprensa está realizando uma "campanha para instalar o desânimo" entre os argentinos. Além disso, prometeu que em 2010 ocorrerão "menos mortes" por causa do vírus da gripe suína.

Até o dia 18 de dezembro, segundo o Ministério da Saúde, 617 pessoas que contraíram o vírus haviam morrido em toda a Argentina.

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