Cristina Kirchner define primeiros nomes de seu governo

Presidente eleita nomeia presidente do Banco Província de Buenos Aires como ministro da economia

Reuters,

14 de novembro de 2007 | 13h42

A presidente eleita da Argentina, Cristina Fernández Kirchner, designou o presidente do Banco Província de Buenos Aires, Martín Lousteau, como ministro da Economia de seu governo, que se inicia no dia 10 de dezembro, afirmou nesta quarta-feira, 14, o chefe do gabinete.   O atual chanceler Jorge Taiana, o ministro do Planejamento Julio De Vido e o próprio chefe de gabinete, Alberto Fernández, foram ratificados em seus cargos.  Além de Lousteau, Cristina convidará também Graciela Ocaña, Florencio Randazzo, Juan Carlos Tedesco e Lino Barañao para chefiarem os ministérios de Saúde, Interior, Educação e Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva, respectivamente.   Durante o anúncio feito a jornalistas, Cristina afirmou que será criado um ministério para a área de ciência e haverá alterações em outras pastas.  O Ministério da Educação, por exemplo, será desmembrado e será criada a pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva para "acompanhar o processo produtivo" do país. Já o Ministério do Interior ficará encarregado exclusivamente da relação entre o governo central e as províncias, já que a segurança passará à esfera da pasta de Justiça.   Entre domingo e terça-feira, circularam fortes rumores de que o atual ministro da Economia, Miguel Peirano, não continuaria no cargo no novo governo. O motivo seriam as divergências entre ele e o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, o encarregado nos últimos dois anos de combater, por meios polêmicos, a inflação.   A negativa de Peirano em continuar no ministério após a posse atrapalha os planos de Cristina de manter o gabinete do marido sem grandes alterações ao longo de 2008 - ela queria preservar os principais cargos, entre eles a pasta da Economia, sem mudanças imediatas.   Na semana passada, durante a cúpula de países ibero-americanos realizada em Santiago do Chile, Cristina teria ouvido da presidente chilena, Michelle Bachelet, o conselho de "não mudar time que está ganhando". Bachelet mudou a equipe deixada por seu colega socialista e antecessor Ricardo Lagos e hoje amarga diversos problemas.   Os analistas destacam que a ausência de Peirano no gabinete de Cristina não causará problemas nos mercados, já que o ministro da Economia, na prática, é o próprio Kirchner.   (com Ariel Palacios, do Estadão)

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