Efe/Stringer
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Cristina Kirchner e aliados dominarão Congresso da Argentina

Coalizão dos peronistas consegue maioria simples na Câmara e ainda amplia bancada no Senado

Reuters

24 de outubro de 2011 | 19h46

BUENOS AIRES - A presidente argentina, Cristina Kirchner, obteve no domingo, além de um novo mandato, uma maioria parlamentar que irá facilitar a aprovação das suas políticas de forte intervenção estatal na economia.

 

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O governo e seus aliados vão eleger 131 deputados, dois acima da maioria simples na Câmara, segundo projeções de analistas com base na apuração de 98,25% das urnas. Além disso, o governo deve manter o controle do Senado, onde sua bancada passará de 37 para 38 parlamentares.

Estavam em jogo no domingo 130 das 257 cadeiras da Câmara, e 24 das 72 do Senado. A própria reeleição de Cristina, que obteve cerca de 54%, já era amplamente prevista. Com o resultado, o governo terá condições de aprovar nos próximos meses medidas como a polêmica lei que restringe a venda de terras a estrangeiros, além de efetivar o nome de Mercedes Marcó del Pont como presidente do Banco Central - cargo que ela ocupa interinamente.

A presidente, do Partido Justicialista (peronista), venceu em 23 das 24 unidades federativas argentinas, em alguns casos com mais de 80% dos votos, e esse impressionante desempenho contribuiu com a eleição de muitos parlamentares governistas.

Alguns analistas dizem que a bancada de Cristina na Câmara pode crescer ainda mais com a adesão de alguns políticos peronistas que hoje se colocam na oposição. Há algumas semanas, Felipe Solá, um dos líderes da facção oposicionista do partido, disse que voltaria a apoiar o governo.

"O partido dominante na Argentina tende a se reunificar. Há um processo de reunificação do peronismo depois da liderança de Cristina Kirchner que acho que vai se aprofundar", disse à rádio El Mundo Marco Novaro, diretor do Cento de Pesquisas Políticas.

Embora por enquanto a maioria governista na Câmara não seja muito expressiva, um dado relevante é que os governistas passarão a controlar todas as comissões parlamentares dedicadas a analisar projetos importantes.

"Parece-me que começa um tempo político com um protagonismo exclusivo e excludente da presidenta", disse o analista Fabián Perechodnik, da consultoria Poliarquía, a uma TV local.

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