Cristina Kirchner exige documentos com o termo 'presidenta'

Casa Rosada rejeitou mais de 300 documentos em cujos cabeçalho e texto apareciam a palavra 'presidente'

Ariel Palacios, correspondente,

28 de janeiro de 2008 | 18h22

"Presidenta! Comecem a se acostumar. Presidentaaa... e não presidente!". Desta forma, esticando a letra 'a' para destacar a feminilidade da palavra, a então candidata à presidência Cristina Fernández de Kirchner deixava claro, em seu comício de lançamento de campanha, em julho passado, que faria questão de ser chamada 'presidenta', no feminino, e não na forma tradicional, se vencesse as eleições presidenciais.   Após sua vitória nas urnas em outubro e a posse em dezembro, esta firme decisão a ser chamada com o 'a' final fez que a Casa Rosada - o palácio presidencial - rejeitasse mais de 300 documentos no último mês e meio, em cujos cabeçalho e texto apareciam a palavra 'presidente' (com 'e' final), e não sua versão feminina.   Os analistas políticos afirmam que a insistência fora do normal de Cristina com a letra 'a' final em seu título é uma amostra do autoritarismo do casal Kirchner mais do que uma preocupação gramatical.

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