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Cristina Kirchner não vê mudanças em ministério após derrota

Presidente argentina minimiza impacto do resultado e diz que consenso será necessário no novo Parlamento

Reuters e Efe

29 de junho de 2009 | 19h57

A presidente argentina, Cristina Kirchner, disse nesta segunda-feira, 29, que não vê mudanças em seu ministério como consequência da derrota eleitoral sofrida pelo seu governo nas eleições legislativas de meio de mandato. "Não vejo que tenha que fazer alguma mudança no gabinete por conta dos resultados nas eleições", afirmou, em sua primeira aparição pública após a derrota de domingo.

 

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Na segunda-feira a ministra da Saúde, Graciela Ocaña, renunciou ao cargo em meio à crescente epidemia de gripe H1N1, mas a saída dela não tem relação com a derrota da situação, que perdeu a maioria no Congresso. Em seu comparecimento diante da imprensa, de pouco mais de uma hora e com poucas perguntas, Cristina minimizou o impacto da derrota governista e admitiu que a nova composição do Parlamento exigirá um consenso para garantir a governabilidade.

 

Segundo ela, a queda dos apoios do Governo se deve ao desgaste de seis anos de gestão, "como ocorre no mundo todo", assinalou, e a "erros que serão analisados". A perda da maioria parlamentar do governo "vai exigir, por parte de todos, de governistas e opositores, o consenso, para conseguir a governabilidade", afirmou.

 

Cristina ressaltou o "marco de tranquilidade e transparência total" das eleições de domingo, após as quais, lembrou, "o governo obteve uma derrota que foi reconhecida por quem deve fazê-lo". "Uma derrota por dois pontos, mas é uma derrota e deve ser reconhecida como tal", acrescentou a presidente.

 

Apesar dos pedidos de consenso e governabilidade, Cristina criticou as alusões da oposição a supostos casos de fraude às vésperas das eleições e culpou também a imprensa. "Sinto como presidente, como governista, que a imprensa nos interroga e escuta os opositores", disse, dirigindo-se aos jornalistas que participarem da entrevista coletiva na Casa Rosada, sede do governo.

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