Cristina Kirchner terá maioria legislativa e controlará províncias

Segundo dados preliminares, vantagem no Congresso será mais significativa do que a desfrutada por Néstor

Associated Press,

29 de outubro de 2007 | 17h42

A vitória da senadora e primeira-dama argentina, Cristina Fernández de Kirchner, nas eleições presidenciais do domingo, 28, deve garantir à candidata governista a maioria no Congresso e o apoio dos principais governadores provinciais.  Veja TambémDerrotada, Carrió se proclama líder da oposição na ArgentinaCristina tem melhor eleição que seu maridoPerfil de Cristina Candidatos reconhecem vitória de Cristina Cristina é a 9ª presidente na AméricaOposição denuncia irregularidades nas eleições Ministro nega fraude em eleição na Argentina Segundo os dados preliminares da apuração, Cristina deve contar com uma maioria mais significativa do que a desfrutada por seu marido, o presidente Néstor Kirchner. Advogada de 54 anos e mãe de dois filhos, a candidata governista venceu em 21 dos 24 distritos eleitorais argentinos.  Com mais de 96% das 73.444 mesas eleitorais de todo o país apuradas nesta segunda-feira, 29, a candidata da coalizão de centro-esquerda Frente para a Vitória tinha aproximadamente 45% dos votos, de um total de 8.156.649. Em segundo lugar, a candidata da também centro-esquerdista Coalizão Cívica aparecia com 23% dos votos.  No Senado, a Frente para a Vitória e grupos aliados terão provavelmente 44 das 72 cadeiras da Casa, três a mais do que atualmente. Já na Câmara, dos 257 deputados, o bloco governista contará com 153 legisladores, 13 a mais do que agora. Em seu discurso após a confirmação da vitória, Cristina prometeu impulsionar a coalizão iniciada por seu marido, que tem como base a esquerda do peronismo e setores dissidentes dos oposicionistas União Cívica Radical (UCR) e Socialistas. A consolidação desta aliança deve ser a tarefa prioritária de Kirchner ao longo da transição do governo para sua mulher, que assume no dia 10 de dezembro.

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