CRONOLOGIA - A luta do presidente venezuelano Hugo Chávez contra o câncer

Após uma dura batalha de quase dois anos contra o câncer, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, morreu na terça-feira em Caracas, sem ter podido assumir o quarto mandato para o qual foi eleito em outubro.

ENRIQUE ANDRES PRETEL, Reuters

05 de março de 2013 | 21h52

A seguir, uma cronologia com os principais fatos desde que o presidente esquerdista surpreendeu o mundo, em junho de 2011, com o anúncio de que sofria de câncer:

2011:

30 de junho - Num insólito discurso à nação lido em Cuba, Chávez aparece pálido e magro para anunciar que foi operado de câncer 20 dias antes, em Havana.

4 de julho - O presidente protagoniza um impactante regresso de Cuba, na véspera do Dia da Independência venezuelana.

17 de julho - Volta a Cuba para fazer quimioterapia.

28 de julho - Chávez comemora seu aniversário de 57 anos prometendo ganhar a reeleição em 2012.

10 de agosto - A popularidade de Chávez cresce, refletindo a solidariedade a ele depois do anúncio da doença.

14 de setembro - Chávez declara que será candidato a um novo mandato na eleição marcada para 7 de outubro de 2012.

20 de outubro - Após exames em Cuba, Chávez se declara livre do câncer, e seus médicos dizem que ele está totalmente curado.

28 de outubro - Chávez inicia nas ruas sua campanha à reeleição.

2012:

21 de fevereiro - Chávez anuncia que será novamente operado por causa de uma "lesão" na mesma área onde havia tido câncer.

28 de fevereiro - Chávez passa por nova cirurgia em Cuba.

4 de março - Chávez diz que terá que fazer radioterapia.

11 de março - Admite que precisará reduzir a carga de trabalho, mas continua postulando a reeleição.

14 de março - O jovem governador Enrique Capriles, que havia sido escolhido candidato único da oposição, sai às ruas para tentar conquistar o eleitorado chavista.

16 de março - Chávez regressa à Venezuela depois da cirurgia.

25 de março - Volta a Havana para iniciar radioterapia.

5 de abril - Chávez chora numa missa por sua saúde e pede a Deus: "Não me leve ainda".

14 de abril - Volta a Havana para ciclos de radioterapia e falta à Cúpula das Américas.

2 de maio - Numa decisão surpreendente, nomeia um conselho para assessorar o governo, num momento de debate nacional sobre a possível sucessão, por causa dos seus frequentes afastamentos médicos.

7 de maio - Chávez rompe um silêncio de vários dias e garante governar plenamente a Venezuela, apesar do tratamento que realiza em Cuba.

9 de junho - Chávez diz que saiu "absolutamente bem" nos exames médicos que realizou após tratamento de radioterapia.

11 de junho - Inscreve sua candidatura para as eleições presidenciais.

9 de julho - O presidente garante que está totalmente livre do câncer.

13 de julho - Volta às ruas e ironiza quem apostava que ele faria uma campanha virtual.

7 de outubro - Chávez conquista um novo mandato contra o candidato da oposição e garante socialismo até 2019.

27 de novembro - A Assembleia Nacional autoriza Chávez a viajar a Cuba receber terapia de oxigenação hiperbárica, um tratamento complementar comum em pacientes que tenham recebido radioterapia.

7 de dezembro - Chávez volta de Cuba, acompanhado de seu vice-presidente, Nicolás Maduro, e duas de suas filhas.

8 de dezembro - O presidente anuncia que irá novamente a Cuba para uma cirurgia, e designa o vice Nicolás Maduro como eventual sucessor.

11 de dezembro - Chávez é submetido à quarta cirurgia

12 de dezembro - Maduro diz que o pós-operatório será complexo, e pede unidade aos venezuelanos diante dos "dias duros" pela frente.

13 de dezembro - O ministro das Comunicações diz que Chávez evolui satisfatoriamente após sofrer uma hemorragia durante a operação.

15 de dezembro - O governo afirma que Chávez tem pleno poder de suas condições intelectuais.

16 de dezembro - Sem Chávez no país, os candidatos governistas obtêm uma vitória esmagadora nas eleições regionais.

24 de dezembro - O governo informa que Chávez teve uma leve melhora.

30 de dezembro - Chávez apresenta novas complicações, e Maduro diz que seu estado é "delicado".

2013:

3 de janeiro - O ministro das Comunicações diz que Chávez sofre de insuficiência respiratória por causa de uma infecção pulmonar "severa".

8 de janeiro - O governo anuncia que Chávez não comparecerá à cerimônia de posse para o novo mandato presidencial, marcada pela Constituição para 10 de janeiro.

9 de janeiro - O Tribunal Supremo de Justiça autoriza o adiamento por tempo indeterminado da posse de Chávez, e determina que o presidente e seu gabinete seguem nos seus respectivos cargos enquanto a posse não acontece.

13 de janeiro - O governo diz que Chávez evolui "favoravelmente", um mês depois da cirurgia.

15 de janeiro - Mesmo ausente, Chávez nomeia o aliado Elías Jaua como chanceler.

26 de janeiro - Maduro diz que o presidente está "em seu melhor momento" desde a cirurgia de dezembro. O governo diz que Chávez superou a grave infecção respiratória.

8 de fevereiro - A Venezuela desvaloriza sua moeda.

13 de fevereiro - Maduro diz que Chávez passa por tratamentos complementares "complexos" e "duros" em Havana.

15 de fevereiro- O governo mostra as primeiras fotos de Chávez após 65 dias de internação em Cuba. Ele aparece sorridente, deitado em um leito hospitalar, junto das filhas.

18 de fevereiro - Surpreendentemente, o governo anuncia que Chávez voltou à Venezuela.

21 de fevereiro - O governo informa que persiste a insuficiência respiratória do presidente, que usa uma cânula traqueal e tem dificuldades para falar.

2 de março- Maduro diz que o tratamento complementar de Chávez inclui quimioterapia.

4 de março - O governo informa que a saúde de Chávez piorou por causa da "severa infecção" e de um agravamento da função respiratória. Apesar do estado "delicado", ele recebe quimioterapia "de forte impacto".

5 de março - Maduro informa ao país que Chávez morreu na terça-feira, às 16h25 (hora local), no Hospital Militar de Caracas.

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