CRONOLOGIA-Fatos que levaram à crise no governo do Paraguai

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, enfrenta um processo de impeachment por sua responsabilidade nos confrontos entre policiais e camponeses que deixaram 17 mortos na semana passada.

REUTERS

21 de junho de 2012 | 18h41

Lugo disse que não renunciará e que se submeterá ao processo, aprovado quase por unanimidade nesta quinta-feira no Congresso do país.

A seguir, uma breve cronologia com os acontecimentos mais recentes que desencadearam o processo contra o presidente:

- 15 de junho: pelo menos seis policiais e 11 camponeses morrem em enfrentamento durante uma desapropriação de terra no nordeste do Paraguai, em uma área fronteiriça com o Brasil.

O ministro do Interior, Carlos Filizzola, e o comandante da Polícia Nacional, Paulino Rojas, deixam o cargo após o incidente. O Congresso resolve formar uma comissão para investigar os acontecimentos e fixar responsabilidades concretas.

- 16 de junho: Lugo empossa o novo ministro do Interior, o ex-procurador-geral Ruben Candia, um homem vinculado ao opositor Partido Colorado, buscando abrandar a crise.

- 20 de junho: Lugo ordena a criação de uma comissão especial de investigação, na qual participaria a Organização dos Estados Americanos (OEA), para esclarecer o confronto entre policiais e camponeses.

O mandatário confirma o ministro do Interior no cargo, o que desata a ira de seus aliados do Partido Liberal. Os opositores criticam sua reação por considerá-la morna.

- 21 de junho: A Câmara dos Deputados do Paraguai aprova quase por unanimidade um processo de impeachment contra Lugo por sua responsabilidade no enfrentamento entre policiais e camponeses.

O presidente diz que não renunciará e que se submeterá ao processo porque "não existe nenhuma causa razoável, ou jurídica ou política" para a sua saída.

O Senado, encarregado de dar prosseguimento ao processo, recebe a acusação contra o presidente e convoca uma sessão extraordinária.

As Forças Armadas garantem que permanecem dentro de sua função, respeitando a ordem constitucional e democrática do Paraguai.

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