Cruz Vermelha: até 3 milhões foram afetados por tremor

ONU confirma destruição de sua sede no Haiti; contato com o país só pode ser feito via satélite

estadao.com.br,

13 de janeiro de 2010 | 09h21

Tremor atingiu teve magnitude 7 na escala Richter. Foto: Eduardo Munoz/Reuters

 

GENEBRA - A Federação Internacional da Cruz Vermelha estimou nesta quarta-feira, 13, que até 3 milhões de pessoas tenham sido afetadas pelo forte terremoto que atingiu ontem o Haiti. O tremor, de 7 graus na escala Richter, causou muita destruição na capital do país, Porto Príncipe. Autoridades locais estimam que deve haver centenas de mortos.

 

Veja também:

mais imagens Galeria de fotos do terremoto

linkInstalações brasileiras foram atingidas

linkVolta de 130 soldados no Haiti estava prevista para hoje

linkComunidade internacional se mobiliza para enviar ajuda

som Representante da OEA no Haiti fala sobre o terremoto

som Sismólogo alerta para novos tremores no Caribe

Um porta-voz da Cruz Vermelha, Paul Conneally, disse que o fato de o tremor ter ocorrido perto de Porto Príncipe "não é um bom indicador". Ele lembrou que o Haiti é um dos países mais pobres no Hemisfério Norte e não está preparado para lidar com um grande desastre.

Conneally disse hoje que levará entre 24 e 48 horas para se ter uma estimativa mais clara sobre a escala da destruição. Enquanto isso, grupos humanitários internacionais, incluindo a Cruz Vermelha, lançaram um grande esforço para auxiliar o Haiti. Além do envio de ajuda, a prioridade é tentar salvar pessoas entre os escombros e montar hospitais emergenciais para os feridos.

 

Sede da ONU destruída

 

O edifício que abriga a sede das Nações Unidas no Haiti caiu após o abalo, embora por enquanto a organização desconheça se há mortos ou feridos entre seu pessoal.

 

"O edifício da ONU caiu", confirmou um porta-voz da instituição em sua sede nova-iorquina, enquanto indicou que a organização "tenta conseguir mais detalhes do ocorrido, mas está tendo muitos problemas para entrar em contato com o pessoal".

 

Fontes da ONU no Haiti confirmaram o colapso do prédio da entidade, mas informou não saber quantas pessoas estavam no local no momento da tragédia e disseram que entre 200 e 250 pessoas ficam no prédio durante o horário de trabalho, mas como o tremor ocorreu após o expediente, o número de pessoas na sede é desconhecida.

 

O terremoto de magnitude 7 na escala Richter, cujo epicentro ocorreu a apenas 16 quilômetros da capital Porto Príncipe, deixou milhares de edifícios destruídos, inclusive o Palácio Presidencial.

 

Na estrada de Delmas, uma das vias mais importantes da capital, havia mais casas destruídas que construções ainda erguidas. Segundo fontes locais, apenas um minuto de tremores foi o bastante para arrasar grande parte do Haiti.

 

Chefe da ONU, saques e comunicações

 

O chefe da missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, o diplomata tunisiano Hedi Annabi, está entre os mortos causados pelo terremoto, segundo o ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner. O chanceler francês também disse que, provavelmente, todos que estavam no prédio da ONU no momento do desabamento também estão mortos.

 

Um repórter da agência AFP que está no Haiti informou que houve saques em supermercados no norte de Porto Príncipe. Segundo o jornalista, "as pessoas levaram tudo o que encontravam" nas lojas.

 

Segundo a ONU, os sistemas de comunicação tradicionais estão fora de serviço e a única forma de entrar em contato com quem está no país é meios via satélite.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.