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Cuba acusa dissidente de manipular dados sobre presos na ilha

O governo cubano acusou na segunda-feiraElizardo Sánchez, um dos dissidentes mais conhecidos da ilha,de exagerar o número de presos políticos existentes em Cuba afim de obter mais dinheiro dos Estados Unidos. Segundo o Granma, jornal do Partido Comunista de Cuba,Sánchez é um "indivíduo oportunista". Ele é líder da ilegal mastolerada Comissão Cubana de Direitos Humanos. "Sua fonte de aporte financeiro continua sendo os informessobre os presos, informes esses pautados pelo pressuposto deque, quanto maior o número de presos informado, maior aquantidade de dinheiro a ser recebida", afirmou uma matériaassinada pelo chefe de redação do Granma, Lázaro Barredo. Sánchez publica a cada seis meses um boletim com o númerode presos políticos em Cuba a as condições de vida deles. Essassão as únicas cifras disponíveis a respeito desse assunto. Segundo seu último relato, divulgado em julho, a quantidadede presos políticos na ilha havia caído de 283 para 246 noprimeiro semestre de 2007. A lista de presos inclui indivíduosque vivem atualmente em liberdade condicional e alguns acusadosde terrorismo. Em 2003, o governo cubano acusou Sánchez de trabalhar paraa Secretaria de Estado norte-americana sob o codinome de"agente Juana". O ativista negou e disse tratar-se de uma manipulação aoestilo daquelas realizadas pela KGB, serviço secreto da UniãoSoviética. O Granma descreveu Sánchez, na matéria de segunda-feira,como um "personagem cujas dimensões foram exageradas pelapropaganda anticubana". A publicação deu como exemplo uma recente entrevista comjornalistas estrangeiros que Sánchez organizou devido ao Diados Direitos Humanos e que o Granma descreveu como uma"atividade contra-revolucionária". "Ele (Sánchez) busca recuperar sua posição de destaquefrente aos órgãos internacionais de notícia para seguirenchendo os bolsos de dinheiro e alimentando seu ego",escreveu. Cuba classifica os dissidentes como mercenários que agem amando dos EUA. O chanceler cubano, Felipe Pérez Roque, anunciou no dia 10de dezembro que Cuba assinaria, no primeiro semestre de 2008,dois pactos importantes da Organização das Nações Unidas (ONU)sobre os direitos civis e políticos. Ao mesmo tempo, partidários do governo supervisionados poragentes do Estado dissolveram, com gritos e empurrões, umamanifestação pacífica realizada por dissidentes em Havana. (Por Esteban Israel)

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