Cuba comuta pena de morte de dissidente que tentou derrubar Fidel

Pena de Humberto Suárez foi reduzida para 30 anos; é a terceira decisão do tipo neste mês

REUTERS

29 de dezembro de 2010 | 08h50

Um ex-exilado cubano condenado por matar um homem, depois de retornar a Cuba com o objetivo de tentar iniciar uma rebelião contra o regime castrista, teve sua pena de morte comutada nesta terça-feira, na terceira decisão desse tipo adotada este mês pela Suprema Corte do país.

O tribunal reduziu a sentença de Humberto Eladio Real Suárez para 30 ano de prisão, disse Elizardo Sánchez, da Comissão Cubana de Direitos Humanos, entidade independente do governo.

Real está preso desde 1994 quando chegou com outros seis exilados a Cuba, vindo do Estado norte-americano da Flórida, para organizar um levante armado contra o governo comunista.

Ele foi acusado de matar um guarda e roubar seu carro, até que a polícia prendeu o grupo, fortemente armado com pistolas e armas automáticas.

Eles tinham sido recrutado e treinado na Flórida por um grupo denominado Partido Democrático da Unidade Nacional, com o objetivo de ir para Cuba, se estabelecer nas montanhas de Escambray e iniciar um movimento guerrilheiro "para desestabilizar a ordem interna", de acordo com o website do governo www.cubadebate.cu.

Os outros potenciais guerrilheiros receberam penas mais brandas.

No começo de dezembro, a pena de morte de Raúl Ernesto Cruz León e Otto Rene Rodríguez Llerana, dois salvadorenhos que tomaram parte nos atentados contra um hotel cubano, na década de 1990, foram comutadas para 30 anos de prisão.

Sánchez disse que a comutação das penas era bem-recebida pela comissão de direitos humanos "porque a tendência deste governo por décadas era ser implacável."

Cuba aplicou pela última vez a pena de morte em 2003, ao executar três pessoas, num pelotão de fuzilamento, por terem se apoderado de uma embarcação com a finalidade de fugir para Miami.

(Reportagem de Rosa Tania Valdés e Jeff Franks)

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