Cuba condena a 4 anos de prisão espanhol envolvido em morte de dissidente

Um tribunal cubano condenou a quatro anos de prisão Angel Carromero Barrios, um jovem político espanhol que dirigia o carro envolvido no acidente que matou o dissidente Oswaldo Payá em julho, informou nesta segunda-feira a mídia oficial Cubadebate.

Reuters

15 de outubro de 2012 | 18h05

Carromero, de 26 anos e vice-secretário de Novas Gerações do governante Partido Popular em Madri, foi acusado de "assassinato" em 5 de outubro, num longo julgamento em que ele admitiu que perdeu o controle do veículo em uma estrada em conserto e bateu em uma árvore.

"Depois de uma extensa análise do material probatório e em conformidade com as garantias legais estabelecidas, atendendo a gravidade dos fatos, em que houve a lamentável morte de duas pessoas como consequência da conduta imprudente de Carromero Barrios, o tribunal impôs a pena de quatro anos de prisão", informou o www.cubadebate.cu.

Os juízes cubanos tinham solicitado sete anos de prisão.

O acusado poderá recorrer ao Supremo Tribunal do parecer que o declarou "responsável do crime de homicídio", acrescentou a breve nota oficial.

No acidente ocorrido em 22 de julho passado morreram Payá, de 60 anos e fundador do Movimento Cristão de Libertação, e o opositor cubano Harold Cepero, 31. Além do motorista, sobreviveu Jens Aron Modig, 27, líder da Liga Democrata Cristã da Suécia.

As autoridades cubanas permitiram a Modig retornar a seu país dias depois do acidente, após declarar a jornalistas que estava em Cuba por razões políticas, e pedir desculpas publicamente por entregar cerca de 4.000 euros aos dissidentes e participar de atividades "ilícitas".

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