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Cuba condena três ex-vice-ministros por corrupção

Nove funcionários públicos também foram condenados em ofensiva do presidente Raúl Castro

Reuters

21 de agosto de 2012 | 14h43

HAVANA - Cuba condenou a até 12 anos de prisão três ex-vice-ministros e nove funcionários públicos acusados de corrupção, em outro capítulo da ofensiva que está sendo travada pelo presidente Raúl Castro para recuperar a frágil economia local.

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Castro, um general de 81 anos, vem fechando o cerco contra a corrupção em Cuba, onde foram descobertos casos que envolvem um ex-ministro e pelo menos duas empresas canadenses e uma britânica. O Granma, jornal do Partido Comunista, disse que "depois de avaliar as provas extensas (...) estabeleceu sentenças, sancionando vários ex-executivos e ex-funcionários do Ministério da Indústria Básica e da Empresa Cubaniquel por cometerem crimes associados à corrupção".

Os ex-executivos eram ligados ao "processo de negociação, contratação e implantação do Projeto de Expansão da usina Pedro Soto Alba, em Moa, para extração, refino e comercialização de níquel e cobalto", de acordo com um comunicado do governo.

O níquel, cujas usinas estão localizadas em Moa e Nicaro, na província de Holguín, a cerca de 670 quilômetros a leste de Havana, é o principal produto de exportação de Cuba e uma das principais fontes de renda, junto com turismo, indústria de serviços e biotecnologia, entre outros.

O Granma informou que os ex-vice-ministros Alfredo Rafael Zayas López, Ricardo González Sánchez e Antonio Orizón de los Reyes Bermúdez, foram condenados a 12, 10 e 8 anos de prisão, respectivamente.

Castro, que substituiu seu irmão Fidel como presidente do país em 2008, tornou a batalha contra a corrupção uma prioridade de seu governo. Em 2009, ele criou um escritório anticorrupção chamado Controladoria Geral e o vinculou ao Conselho de Estado governante.

Os casos de corrupção são divulgados na mídia estatal depois de concluído o julgamento e atingem vários setores, entre os quais se destacam a aviação civil, as telecomunicações e a indústria de charutos, em meio à implantação de cerca de 300 reformas destinadas a modernizar o velho modelo econômico de estilo soviético.

Entre os episódios de corrupção, um tribunal da ilha sentenciou em ausência, em maio de 2011, o empresário chileno Max Marambio, principal executivo da empresa de alimentos "Río Zaza", condenado a 20 anos de prisão. No mesmo caso, foi condenado a 15 anos o ex-ministro da Indústria Alimentícia Alejandro Roca.

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