Cuba culpa motorista espanhol por acidente que matou dissidentes

Um político espanhol causou o acidente rodoviário que matou dois dissidentes cubanos, inclusive o conhecido Oswaldo Payá, afirmou nesta sexta-feira o governo cubano, rejeitando as suspeitas despertadas por ativistas políticos e alguns governos estrangeiros.

MARC FRANK, Reuters

27 de julho de 2012 | 19h24

O relatório preliminar, baseado no depoimento de três testemunhas e do motorista espanhol Ángel Carromero Barrios, dá conta de que Carromero ignorou vários avisos para reduzir a velocidade em razão de obras na pista e perdeu o controle do carro.

O governo afirmou que o carro viajava a cerca de 120 quilômetros por hora, o dobro do limite no local.

Payá, de 60 anos, líder do Movimento Cristão de Libertação, e o também dissidente Harold Cepero morreram no acidente, ocorrido no domingo na província de Granma, leste do país. Ambos estavam no banco de trás, sem cinto, segundo o relatório.

Carromero, que é vice-presidente do movimento "Novas Gerações" do Partido Popular espanhol, e o presidente da ala juvenil do partido sueco Democrata-Cristão, Aron Modig, estavam no banco da frente, ambos de cinto.

Os dois estrangeiros no veículo escaparam relativamente ilesos e continuam no país durante a investigação.

O relatório indicou que Carromero pode ser processado por direção imprudente e homicídio culposo.

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