Cuba descarta possibilidade de Fidel reaparecer nesta semana

Cuba descartou na quarta-feira as poucas dúvidas restantes sobre se Fidel Castro reapareceria em público após passar um ano recuperando-se de problemas de saúde: caberá a Raúl Castro, irmão dele, proferir na quinta-feira o discurso do Dia da Rebelião Nacional. "Amanhã, discursará Raúl", afirmou em sua primeira página o Granma, jornal do Partido Comunista Cubano, que governa a ilha. O evento acontecerá em Camaguey, uma cidade localizada cerca de 535 quilômetros a leste de Havana, e dele participarão cerca de 100 mil pessoas, segundo o Granma. Fidel, que completará 81 anos em agosto, pronunciou seu último discurso no dia 26 de julho do ano passado, cinco dias antes de transferir o controle do país para Raúl e afastar-se, devido a problemas de saúde não identificados. Desde que o líder cubano chegou ao poder, em 1959, coube a ele presidir a maior das celebrações e pronunciar a maior parte dos discursos relativos à data, na qual se comemora o ataque ao Quartel de Moncada, ato inicial da revolução. O anúncio deixou frustrados os cubanos que esperavam ver Fidel subir ao púlpito da praça da Revolução de Camaguey a fim de pronunciar mais um dos milhares de discursos com os quais fez amigos e inimigos durante seus quase 50 anos de governo. Há três meses, Fidel regressou à cena política por meio de editoriais publicados no Granma e lidos em estações de rádio e TV do país. Até agora, o líder cubano divulgou cerca de 30 desses textos. Nos artigos, escritos de um lugar desconhecido, Fidel criticou os EUA, alertou para o aquecimento global e afirmou aos cubanos que a crise dos anos 90 não terminou. (Por Rosa Tania Valdés)

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