Cuba deve libertar um dos presos que se recusou a exílio, diz parente

13 dissidentes do grupo dos 52 continuam presos porque querem continuar morando na ilha

Efe,

13 de novembro de 2010 | 20h57

HAVANA- O preso político cubano Arnaldo Ramos Lauzurique, um dos 13 dissidentes do Grupo dos 75 que ainda estão presos, pode ser libertado em breve, segundo informaram neste sábado, 13, fontes familiares que disseram ter sido contactadas pela igreja da ilha.

 

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Lidia Lima, mulher de Arnaldo, afirmou à Efe que recebeu um telefonema de um representante da igreja falando da parte do Arcebispo de Havana, o cardeal Jaime Ortega. O religioso teria a informado de que seu marido pode ser libertado nas próximas horas ou dias.

 

"Me avisaram da parte do cardeal, mas não sabemos de nada", disse Lima, ao informar que não lhe deram "segurança" nem "prazo algum". Ela não conseguiu se comunicar com seu marido.

 

Ontem, o cardeal Jaime Ortega recebeu representantes do grupo opositor Damas de Branca e as informou que o compromisso do governo cubano de libertar todos os presos detidos durante a Primavera Negra, em 2003, continua válido.

 

Arnaldo Ramos Lauzurique, de 68 anos, fazia parte do Instituto Cubano de Economistas Independentes quando foi condenado em 2003 a 18 anos de prisão.

 

Segundo a Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, o dissidente é um dos presos de consciência cubanos, e seu estado se saúde é "muito preocupante e incompatível com a prisão".

 

No último domingo, venceu o prazo de quatro meses anunciado pelo governo do presidente Raúl Castro para libertar os 52 remanescentes do Grupo dos 75, dos quais 39 já foram libertados e viajaram à Espanha nos últimos meses.

 

Os 13 que continuam presos se negaram ao exílio como condição para serem libertados. Sem completar a totalidade das 52 libertações prometidas, o governo as estendeu a outros presos que não fazem parte do grupo.

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