Cuba e Venezuela reforçam colaboração bilateral

Cuba e Venezuela reforçam colaboração bilateral

Novos projetos no valor de US$ 3,161 bilhões, incluem a criação de oito empresas mistas

Efe

13 de dezembro de 2009 | 02h52

Os Governos de Cuba e Venezuela reforçaram neste domingo, 13, sua colaboração bilateral com a assinatura e negociação de 285 novos projetos para 2010 no valor de US$ 3,161 bilhões, que incluema criação de oito empresas mistas.

O presidente cubano, general Raúl Castro, e seu colega venezuelano, Hugo Chávez, presidiram em Havana o encerramento da 10ª Comissão Binacional, que coincide com a cúpula da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), e ressaltaram em seus discursos o caráter exemplar e "sem precedentes" da cooperação entre os dois países.

Durante a reunião no Palácio de Convenções de Havana, para onde se transferiu quase todo o gabinete venezuelano, foram assinados 264 contratos no valor de US$ 2,9 bilhões, e se anunciou que os convênios restantes serão assinados antes de terminar o ano.

Os novos projetos abrangem setores como informática e comunicações, siderurgia-mecânica, transporte, açúcar, indústria básica, alimentação, farmacêutica, mineração, saúde e cultura.

Das oito empresas mistas, Chávez antecipou que na Venezuela serão criadas as relacionadas com mineração, informática, reciclagens, gestão marítima e produtos agrícolas e agroindustriais, enquanto em Cuba se abrirá uma de alumínio.

Além disso, foram assinados memorandos de entendimento para criar empresas mistas na área de aviação civil e hidrocarbonetos.

O presidente venezuelano destacou que o nível de colaboração ao qual chegaram Havana e Caracas na última década "não tem precedente no mundo", e lembrou que a comissão mista começou com "17 modestos projetos e modestos US$ 30 milhões".

A declaração bilateral lembra que milhões de venezuelanos foram beneficiados com programas médicos, culturais e esportivos auspiciados por Cuba, enquanto a Venezuela enviou à ilha mais de 178 milhões de barris de petróleo e outros produtos.

Ao chegar ao Palácio de Convenções, sede da reunião bilateral e da Cúpula da Alba, Chávez disse que acabava de se reunir com o ex-presidente cubano Fidel Castro, ao qual "quase trouxe" para o encerramento da reunião.

Insistiu em que o ex-presidente cubano, que não aparece em público por doença desde meados de 2006, está "muito contente" com os projetos assinados pela comissão, e tem em sua mesa "não sabe quantos papéis" relacionados ao tema.

O presidente venezuelano ressaltou que os projetos assinados neste domingo constituem um novo desafio para seu Governo, que não pode permitir que esses convênios e contratos se "esfriem".

Além disso, pediu a seus colaboradores para "elaborar um mecanismo especial para informar os venezuelanos do impacto de tantos convênios, para que possam digeri-los".

Por sua parte, o general Raul Castro lembrou que a Venezuela é o maior parceiro comercial da ilha e disse que "esferas fundamentais do desenvolvimento econômico e social de ambos os países estão envolvidas em uma cooperação de novo tipo, que express suas aspirações de unidade e integração".

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