Cuba espera aumentar salários após demissões

O governo cubano espera que a drástica eliminação de 500 mil empregos públicos em apenas seis meses permita aumentar os depreciados salários, disse na terça-feira a imprensa oficial citando o ministro da Economia.

REUTERS

28 de setembro de 2010 | 17h33

O presidente cubano, Raúl Castro, reconheceu abertamente que os salários que o Estado paga são insuficientes para chegar ao fim do mês.

Raúl tem implementado uma reestruturação profunda do Estado, desfazendo-se de 10 por cento da força trabalhista e ampliando o pequeno setor privado para absorver os trabalhadores excedentes.

"A eliminação das folhas de pagamento infladas, subsídios excessivos e gratuidades indevidas, unida a liberar o Estado de um grupo de atividades, devem permitir o financiamento dos incrementos de salário no futuro imediato", disse o jornal oficial Granma, citando o ministro da Economia, Marino Murillo.

O ministro não deu mais detalhes sobre os planos do governo.

Em Cuba, o salário médio é de 420 pesos, ou 20 dólares. E, embora os cubanos recebam serviços gratuitos e alguns alimentos fortemente subsidiados, os salários são insuficientes e representam uma das principais reclamações dos cubanos.

O governo aposta em criar mais de 400 mil novos empregos no setor privado, até agora muito restrito. Os novos pequenos empresários deverão pagar impostos e contribuir com a previdência social.

(Reportagem de Nelson Acosta)

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