Cuba está disposta a discutir direitos humanos com UE--chanceler

O novo chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, disse nesta quarta-feira que o país está disposto a discutir direitos humanos com a União Europeia, num marco da normalização da relação entre as partes, mas indicou que as prisões na ilha não são assunto europeu.

REUTERS

18 de março de 2009 | 18h58

A União Europeia e Cuba, que restabeleceram o diálogo no ano passado após quase cinco anos de crise diplomática devido à prisão de dissidentes políticos cubanos, anunciaram que vão se reunir em Bruxelas, em maio, para continuar o diálogo político.

O anúncio foi feito durante uma entrevista coletiva conjunta de Rodríguez e o comissário da UE para Desenvolvimento e Ajuda Humanitária, Louis Michel, que visita a capital cubana.

"Cuba está disposta a continuar o diálogo político com a UE em vários tópicos, entre eles os direitos humanos", disse Rodríguez, que substituiu o ex-chanceler Felipe Pérez Roque em uma recente reforma ministerial promovida pelo presidente Raúl Castro.

O encontro das autoridades aconteceu exatos seis anos depois de uma operação do governo cubano na qual 75 dissidentes e jornalistas independentes foram presos.

A operação causou a ruptura das relações da UE, composta por 27 países, com a ilha comunista.

Michel, por meio de um intérprete, disse a repórteres que Cuba estava disposta a discutir diferentes questões, incluindo o "sistema penitenciário, um aspecto que pode ser de interesse tanto para Cuba quanto para nós".

No entanto, o chanceler cubano rapidamente corrigiu Michel.

"Nós não acertamos ou expressamos qualquer posição sobre o sistema penitenciário, porque consideramos que ele é de jurisdição interna do Estado", disse Rodríguez. "Foi provavelmente um mal entendido que eu gostaria de corrigir".

(Reportagem de Jeff Franks)

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