Desmond Boylan/Reuters
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Cuba liberta mais de 2,5 mil prisioneiros em anistia

Presidente Raúl Castro diz que se trata de 'gesto humanitário'; outros 400 devem ser soltos

Reuters

27 de dezembro de 2011 | 16h51

HAVANA - Mais de 2,5 mil prisioneiros cubanos foram libertados nos últimos dias depois que uma anistia de Ano Novo foi anunciada antes de uma visita do papa Bento XVI no próximo ano, disse um grupo defensor dos direitos humanos nesta terça-feira, 27.

O presidente cubano, Raúl Castro, disse na sexta-feira passada que o Conselho de Estado que governa o país concederia anistia a mais de 2,9 mil prisioneiros comuns. Castro disse que a anistia era um "gesto humanitário" e que também "havia considerado" a visita do papa e pedidos de autoridades importantes da Igreja Católica em Cuba e de parentes dos prisioneiros.

"Estimamos que mais de 2,5 mil prisioneiros foram libertados de todas as províncias, e o processo continua", disse à Reuters Elizardo Sanchez, chefe da Comissão Cubana para os Direitos Humanos. O governo e a mídia estatal não comentaram sobre as libertações.

"A Comissão Cubana para os Direitos Humanos parabeniza essas libertações, mas realmente é um gesto limitado e calculamos que existem entre 70 mil e 80 mil cubanos presos", disse Sanchez. Sanchez disse que entre aqueles que foram libertados até agora estão cinco presos políticos.

Em 2010, Cuba libertou 130 prisioneiros políticos em um acordo mediado pela Igreja Católica. Dissidentes cubanos disseram que ao menos 60 pessoas ainda estão atrás das grades por motivos políticos, inclusive um condenado por sequestro de barcos e aviões e espionagem.

Castro disse na sexta-feira que a anistia se aplicava a pessoas de mais de 60 anos de idade, prisioneiros doentes, mulheres e jovens sem antecedentes criminais, além de alguns prisioneiros que foram condenados por crimes "contra a segurança do Estado". O presidente ainda afirmou que 86 estrangeiros, de 25 países, condenados por crimes cometidos em Cuba, também estavam na lista dos anistiados.

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