Cuba libertará mais quatro presos políticos

Cuba soltará nos próximos dias mais quatro presos políticos, com a condição de que sigam para a Espanha. A medida dá continuidade ao processo de libertação de 52 dissidentes, pactuado entre o presidente Raúl Castro e a Igreja Católica.

REUTERS

17 de setembro de 2010 | 16h52

O arcebispado de Havana informou nesta sexta-feira que as novas libertações elevam para 36 o número de dissidentes soltos desde julho.

"Dando continuidade ao processo de libertação de prisioneiros, informamos que outros quatro serão soltos brevemente", disse um comunicado do gabinete do cardeal Jaime Ortega.

A decisão do presidente Castro de libertar os 52 opositores detidos desde 2003 foi aplaudida pela comunidade internacional e diminuiu a pressão sobre Cuba, duramente criticada no começo do ano pela morte do preso político Orlando Zapata, após greve de fome.

Como em casos anteriores, os quatro presos políticos serão levados do presídio até o avião que os conduzirá a Madri.

Vários opositores criticaram as condições da viagem à Espanha, que qualificaram de "desterro forçado". Ainda não está claro o que ocorrerá com uma dezenas de presos políticos que se negam a abandonar Cuba.

Mas funcionários do governo cubano dizem que os 52 serão soltos.

Analistas creem que as libertações sejam uma concessão estratégica do governo cubano, e não uma mudança de posição.

O presidente Raúl Castro disse no mês passado que nenhum dos dissidentes foi condenado por suas ideias. Cuba vê os opositores como mercenários bancados pelos Estados Unidos, seu inimigo ideológico.

Grupos de defesa dos direitos humanos e opositores sustentam que, apesar das libertações, as autoridades cubanas continuam hostilizando-os.

(Reportagem de Nelson Acosta)

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