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Associated Press
Associated Press

Cuba mantém silêncio sobre irmã espiã de Fidel Castro

Irmã do ex-líder afirma que foi traída e que trabalhou pela agência de inteligência americana na ilha

estadao.com.br,

28 de outubro de 2009 | 11h45

O governo e a imprensa oficial de Cuba guardam total silêncio até agora sobre as revelações feitas em Miami por Juanita Castro, irmã do atual presidente, Raúl Castro, e de seu antecessor, Fidel Castro, de que trabalhou como espiã da inteligência dos EUA na ilha.

 

Nenhum veículo de imprensa cubano publicou, mencionou ou comentou em nenhum sentido, as declarações da irmã mais nova dos governantes cubanos, que confessou ter começado a trabalhar para a CIA quando começaram os fuzilamentos após a Revolução Cubana de 1959.

 

Em entrevista concedida à agência Efe em Miami, Juanita Castro pediu que seu irmão Raúl empreenda a transição rumo à democracia porque, após 50 anos de governo comunista, está provado que o "processo é um fracasso".

 

"Tomara que (Raúl) seja o instrumento para que se produza a transição em Cuba. Talvez ele seja a pessoa indicada para conseguir que haja em Cuba liberdade, democracia, que não existam mais presos políticos. Não podem continuar eternamente no poder", disse a irmã de Fidel e Raúl Castro.

 

Declarações

 

Na segunda-feira, Juanita, de 76 anos, revelou detalhes de como foi recrutada pela agência de inteligência americana. A cubana afirmou que foi a brasileira Virgínia Leitão da Cunha, mulher do então embaixador do Brasil em Havana, Vasco Leitão da Cunha - que foi chanceler entre 1964 e 1966 - quem mediou os primeiros contatos entre ela e os americanos, de acordo com a agência AFP.

 

Juanita está concedendo várias entrevistas esta semana em razão do lançamento de suas memórias, escritas pela jornalista mexicana María Antonieta Collins. No livro "Fidel e Raúl, Meus Irmãos: a História Secreta", ela conta que foi "traída" por seus irmãos. Após apoiar a revolução, ela se desiludiu, fugiu para o México e, em seguida, para os EUA.

 

"O caminho que eles tomaram (Fidel e Raúl) foi muito diferente daquele que ofereceram. Foi isso que determinou que nossa relação como irmãos fosse rompida", afirmou Juanita, que diz não se arrepender de nada. "Foi ele (Fidel) quem me traiu. Traiu os milhares que lutaram pela revolução."

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