Cuba não aceitará ajuda dos EUA por dignidade, diz Fidel

Governo pede para que embargo comercial seja levantado por 6 meses para reconstruir a ilha após furacões

Agências internacionais,

17 de setembro de 2008 | 12h12

Mesmo devastada nas últimas semanas por dois furacões, Cuba não aceitará a ajuda humanitária de seu inimigo Estados Unidos por dignidade, segundo disse o ex-presidente Fidel Castro em texto publicado nesta quarta-feira, 17. Os furacões Gustav e Ike deixaram mais de US$ 5 milhões em danos na ilha e cerca de 200 mil desabrigados.   Nas últimas semanas, Cuba rechaçou três ofertas de ajuda do governo americano e pediu para que o embargo imposto ao regime cubano seja levantado pelos próximos seis meses para permitir a compra de alimentos e materiais para reconstruir a ilha. O governo de seu irmão, Raúl Castro, disse aos EUA que Cuba não pode aceitar ajuda de um país que tenta há quase meio século asfixiá-lo com as sanções.   Fidel assegurou que oferta oferecida de US$ 5 mi, prometida por Washington, é para "espiar" a ilha. "Se ao invés de cinco milhões fossem bilhões, a resposta seria a mesma", disse o líder cubano em artigo publicano no jornal oficial Granma. "É obvio que o governo desse poderoso país não pode compreender que a dignidade de um povo não tem preço". "As perdas de milhares de vidas, o sofrimento e mais de US$ 200 mil que já custaram o bloqueio e as agressões ianques, não são pagas por nada", afirmou Fidel.   Nas últimas semanas, Cuba aceitou ajuda humanitária da Rússia, Venezuela, Espanha, Equador, Colômbia, Brasil, da ONU, entre outros. Quase metade da produção anual de açúcar da ilha foi perdida e a infra-estrutura de Cuba - incluindo linhas de transmissão de energia, estradas, escolas e hospitais - também foi afetada.   O Gustav atingiu Cuba em 30 de agosto, antes de seguir para o Golfo do México e castigar a costa americana na região do Estado da Louisiana. Apenas uma semana depois, o Ike chegou a Cuba, passando perto da capital, Havana.

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