Cuba nega que 'mudanças' de Raúl sejam concessões

Jornal oficial afirma que reformas não significam aberturas políticas dentro do sistema socialista da ilha

REUTERS

16 de abril de 2008 | 11h16

O governo de Cuba disse nesta quarta-feira, 16, que as reformas promovidas pelo presidente Raúl Castro para melhorar a qualidade de vida na ilha não significam concessões políticas dentro do sistema socialista. Nas últimas semanas, Raúl liberou a venda no varejo de telefones celulares e computadores, autorizou os cubanos a se hospedarem em hotéis antes reservados a estrangeiros e começou a descentralizar a agricultura, entre outras medidas.  Veja também:Cuba começa a vender celulares para população no paísGoverno de Cuba planeja mais reformas, diz jornal oficialCubanos serão donos de moradias estatais EUA iniciam novo programa de vistos para cubanosCuba anuncia canal de TV com conteúdo estrangeiro"As mudanças 'estratégicas' que desejam os agourentos do império (os EUA) não terão lugar, porque, sem equívocos, haverá mais socialismo aperfeiçoável, sustentável e defendido por um povo unido, sob a orientação de Fidel e Raúl e a direção do Partido", disse o jornal Granma, órgão oficial do Partido Comunista Cubano. O texto comenta uma conferência sobre as mudanças em Cuba realizada no dia 7 de abril em Miami pelo secretário de Comércio dos EUA, Carlos Gutierrez, e por exilados cubanos. No encontro, foram discutidas estratégias para apoiar os dissidentes cubanos, que as autoridades da ilha consideram "mercenários" a mando de Washington. "Não haverá espaço para a subversão em Cuba", disse o Granma. O jornal criticou a participação na conferência de Miami do embaixador checo nos EUA, Petr Kolar, para falar da queda do socialismo na Europa Oriental. "A revolução cubana não é um castelo de cartas, e sim uma fortaleza inexpugnável contra a qual se chocaram várias vezes os planos do império", disse o jornal. Raúl Castro, de 76 anos, governa Cuba desde julho de 2006, quando seu irmão Fidel se afastou por motivo de doença. O general, até então ministro da Defesa, foi efetivado no cargo em fevereiro deste ano.

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