Cuba pede aos EUA mais proteção à sua missão em Nova York

Governo se diz preocupado com protestos de exilados cubanos em frente ao edifício

Efe,

19 de março de 2010 | 19h39

O governo de Cuba pediu aos Estados Unidos que aumentem a segurança policial de sua missão da ONU em Nova York, após um protesto de exilados cubanos pela morte do preso político Orlando Zapata, segundo um comunicado divulgado nesta sexta-feira, 19.

 

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A mensagem, enviada em 12 de março pela delegação cubana à Assembleia Geral das Nações Unidas, ressalta "as responsabilidades dos Estados Unidos" na proteção das dependências diplomáticas dos membros do organismo.

 

"Cuba exige que as autoridades dos Estados Unidos garantam a segurança e integridade física da missão e de seu pessoal", afirma o documento assinado pelo embaixador cubano na ONU, Pedro Núñez Mosquera.

 

O diplomata explica que o motivo do reclame ao governo americano é um "perigoso e provocador incidente" ocorrido em frente à missão cubana em 28 de fevereiro.

 

Segundo ele, cerca de 30 pessoas "começaram a fazer muito barulho, gritando palavras ofensivas" até serem dispersadas pela polícia.

 

Mesmo com a repressão, de acordo com Núñez, manifestantes bloquearam o acesso ao edifício da missão, localizado na região de Midtown, em Manhattan, próximo à sede das Nações Unidas, e criaram "as condições para que a situação se agravasse em uma enfrentamento físico e violento".

 

"Ações desse tipo colocam em perigo a segurança da missão e dos funcionários cubanos e impedem o desempenho normal de suas funções", critica o embaixador na carta, na qual lamenta que a polícia de Nova York retirou o dispositivo de segurança que mantinha no edifício em 2007.

 

Nuñez também garante que nos Estados Unidos "residem muitos terroristas e bandidos de origem cubana que representam uma ameaça aos locais e pessoal da missão de Cuba".

 

O documento não menciona o motivo do protesto, organizado por exilados cubanos residentes em Nova York e Nova Jersey.

 

Em um vídeo divulgado no YouTube, os manifestantes empunhavam cartazes protestando contra a morte de Orlando Zapata em 23 de fevereiro, após três meses de greve de fome.

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