Cuba prende 29 dissidentes em 2 semanas

Detidos sem mandados, críticos preparavam ato em prol dos Direitos Humanos, denunciou organização

Associated Press,

03 de dezembro de 2007 | 18h50

A polícia cubana deteve arbitrariamente 29 dissidentes do regime comunista em menos de duas semanas, denunciou uma organização nesta segunda-feira, 3. Os críticos preparavam um ato em prol dos Direitos Humanos. Segundo a Comissão Cubana sobre Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, sete dos presos foram mantidos encarcerados. Entre os detidos está o ativista Rolando Rodriguez, conhecido por seus pedidos para que o país passe a tolerar a independência universitária.  Rodriguez foi preso na semana passada depois de anunciar ter coletado 5 mil assinaturas favoráveis à autonomia universitária, disse o diretor da CCDHRN, Elizador Sanchez. A entidade não é reconhecida pelo governo cubano, mas é tolerada.  Ainda segundo Sanchez, as prisões foram feitas porque os críticos preparavam um ato para comemorar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, que acontece no próximo dia 10. De acordo com o líder da CCDHRN, as detenções começaram no dia 21 de novembro, quando cinco dissidentes foram presos em Havana pela polícia, que não possuía mandados. Os outros foram presos de maneira semelhante nas semanas subseqüentes.

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