Cuba reafirma direito de responder a 'provocações' dos EUA

Em um comunicado divulgado naquinta-feira, o governo de Cuba disse que a missão diplomáticados EUA em Havana consolidou-se no papel de "Estado-Maior dacontra-revolução" e reafirmou seu direito de "responder" aprovocações patrocinadas pelo governo norte-americano na ilha. O governo cubano investiu nesta semana contra as Damas deBranco, um grupo dissidente até agora tolerado, acusando-o derealizar "provocações" seguindo instruções dos EUA. O grupo éformado por mulheres e mães de presos políticos. "A Seção de Interesses dos EUA em Havana (Sina) tornou-seuma ponta-de-lança da política subversiva do governonorte-americano e fortaleceu seu papel como Estado-Maior dacontra-revolução interna", afirmou a chancelaria cubana em umanota publicada por meios de comunicação oficiais. Cuba descreve os dissidentes como "mercenários" a serviçodo governo norte-americano. A gota d'água para o governo cubano deu-se nesta semana --um protesto pacífico das Damas de Branco realizado na praça daRevolução de Havana, bastante próximo da sede do governocubano. O grupo dissidente pedia a libertação dos presospolíticos. "O Ministério das Relações Exteriores denuncia a totalresponsabilidade do governo dos EUA por esses acontecimentos",afirmou a declaração publicada no Granma, jornal do PartidoComunista de Cuba, que controla o país. "Cuba reafirma seu direito de impedir e neutralizar essasprovocações, além de seu direito de responder a essasprovocações, arquitetadas, financiadas e incentivadas pelogoverno dos EUA e sua Seção de Interesses em Havana",acrescentou. (Reportagem de Nelson Acosta)

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