Cuba rejeita crítica de EUA, Espanha e Chile após morte de preso

Cuba considerou cínico que Estados Unidos, Espanha e Chile tenham culpado o governo de Havana por violar os direitos humanos depois da morte de um dissidente que realizava uma greve de fome em um cárcere e questionou na segunda-feira os que condenaram um acontecimento sobre o qual não estavam bem informados.

NELSON ACOSTA, REUTERS

23 de janeiro de 2012 | 16h22

Ativistas de direitos humanos no país disseram que Wilman Villar Mendoza, de 31 anos, morreu na quinta-feira passada em razão dos maus tratos recebidos em uma prisão na província de Santiago de Cuba enquanto estava em greve de fome. A greve durou 56 dias até a sua morte.

"Nos últimos dias, os meios de comunicação e representantes de governos tradicionalmente comprometidos com a subversão contra Cuba lançaram uma nova campanha de acusações, aproveitando um acontecimento lamentável", disse a publicação Granma em um editorial em alusão à morte de Villar.

O governo cubano, que considera os dissidentes mercenários a serviço dos Estados Unidos, disse que Villar era um "preso comum" e apontou que seus problemas legais não provinham de ações políticas - e sim de uma violenta disputa familiar pela qual foi condenado a quatro anos de prisão.

"Atua-se com grande cinismo e falsidade", publicou o diário em um texto no qual critica as condenações expressadas pelos EUA, pela Espanha, pelo Chile e pela União Europeia.

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