Cuba se queixa após exclusão de cúpula regional

O governo de Cuba qualificou na quinta-feira de "inaceitável" o fato de não ter sido convidado para a próxima cúpula das Américas, na Colômbia, e disse que a exclusão partiu dos EUA, arqui-inimigos do regime comunista da ilha.

REUTERS

08 de março de 2012 | 17h22

O chanceler Bruno Rodríguez acusou Washington de agir com "desdém e arrogância", de forma a "reiterar uma política velha e fracassada, que já dura 50 anos, que não funciona, e que alguém deveria pensar em revisar".

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse na quarta-feira em Havana, após reunião com os presidentes de Cuba, Raúl Castro, e da Venezuela, Hugo Chávez, que Cuba não seria convidada à cúpula por falta de consenso nesse sentido.

Santos disse que a questão da exclusão de Cuba e da posição cubana em geral será discutida na sexta edição da Cúpula das Américas, nos dias 14 e 15 de abril em Cartagena. Líderes de 34 países, inclusive Brasil e EUA, devem participar.

A Alba, aliança formada por oito governos esquerdistas da América Latina e Caribe, havia ameaçado boicotar a cúpula se Cuba não recebesse o convite.

Os EUA alegam que Cuba não deve participar da cúpula porque não é membro ativo da Organização dos Estados Americanos, que patrocina o evento.

(Reportagem de Rosa Tania Valdes e Jeff Franks)

Tudo o que sabemos sobre:
CUBACUPULAREGIONAL*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.