Cuba sinaliza reaproximação com a ex-aliada Rússia

O presidente cubano, Raúl Castro,recebeu na quinta-feira o vice-premiê russo Igor Sechin, quevisita a ilha para "reativar" os laços entre os ex-aliados daGuerra Fria. A comitiva do dirigente russo, que também inclui algunsempresários, passará três dias em Cuba. "As duas partes sublinharam o mútuo interesse de continuaraperfeiçoando e ampliando o processo de reativação dos vínculoseconômicos, comerciais e financeiros", disse a agência estatalcubana de notícias, a Prensa Latina. Na semana passada, a imprensa russa difundiu rumores de quea Rússia poderia abastecer bombardeiros estratégicos em solocubano, algo que Moscou negou. "A amizade é o nosso maior capital, não o dinheiro", disseo vice-presidente cubano, Carlos Lage, após reunião com Sechinna quarta-feira. Mas, segundo a imprensa oficial, o vice-premiê russo viajouem busca de oportunidade de negócios e projetos de cooperação. Cuba recebia uma expressiva ajuda do Kremlin até o colapsoda União Soviética, em 1991, o que mergulhou o país numaprofunda crise, ainda não totalmente superada. A reaproximação começou em 2006, quando a Rússia ofereceu aCuba um crédito de 355 milhões de dólares para a compra deautomóveis e caminhões, além de financiar projetos de energia einfra-estrutura. Na época, a Rússia também perdoou uma dívida de 26 bilhõesde dólares que remontava à época soviética, aceitando areestruturação de 162 milhões, como definido em 1991. Havana por sua vez se comprometeu a comprar 100 milhões dedólares por ano em aviões -- desde então já chegaram seis novosjatos para a frota comercial cubana. (Reportagem de Esteban Israel)

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