Cuba suspende serviços consulares nos EUA e culpa embargo

Cuba suspendeu quase todos os seus serviços consulares nos Estados Unidos "até segunda ordem" porque não teria encontrado um banco disposto a tramitar seus negócios, anunciou o governo da ilha nesta terça-feira, atribuindo a situação ao embargo econômico norte-americano.

Reuters

26 de novembro de 2013 | 20h20

A decisão ameaça perturbar uma recente expansão nas viagens de norte-americanos e imigrantes cubanos para Cuba, justamente às vésperas da época de maior movimento turístico no ano.

A Seção de Interesses Cubana, missão diplomática de Havana em Washington, disse em nota à imprensa que foi informada em julho de que seu banco, o M&T Bank, não iria mais prestar serviços bancários a missões estrangeiras.

Funcionários do banco, com sede em Buffalo, no Estado de Nova York, não responderam a telefonemas solicitando comentários, e o governo dos EUA tampouco se manifestou de imediato.

A decisão surpreendeu agências de turismo que oferecem viagens a Cuba. Elas dizem que a decisão afetará muitos viajantes, cubanos e norte-americanos, que só podem viajar com autorização prévia das autoridades consulares cubanas.

"Realmente não sei como isso vai se resolver. Não temos muita informação ainda", disse Tessie Aral, presidente da ABC Charters, de Miami, uma das várias empresas que oferecem voos fretados a diversas cidades cubanas.

Os voos para o período do Natal, de 20 a 31 de dezembro, já estão lotados, segundo ela, e esses passageiros não serão afetados porque já têm documentos para viajar. Outros, no entanto, sem passaportes cubanos atualizados, "teriam um problema", afirmou ela.

(Por David Adams, com reportagem adicional de Marc Frank, em Havana)

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