Cuba vai libertar outros seis presos políticos, diz Igreja

Serão 32 os dissidentes soltos pelo regime; governo prometeu libertar 52 prisioneiros

Reuters

24 de agosto de 2010 | 11h58

HAVANA - A Igreja de Cuba anunciou nesta terça-feira, 24, que serão libertados nos próximos dias mais seis presos políticos do país, somando-se aos 26 já soltos anteriormente e que se encontram na Espanha.

 

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As novas libertações levarão a 32 o número de dissidentes libertados pelo regime cubano desde que, em julho, foi anunciado um acordo entre o governo e o Arcebispado de Havana para soltar 52 presos políticos.

 

Segundo a Igreja, os próximos dissidentes a deixarem as prisões da ilha são Victor Arroyo Carmona, Alexis Rodriguez Fernandez, Leonel Grave de Peralta Almenares, Alfredo Dominguez Batista, Prospero Gainza Aguero e Claro Sanchez Altarriba.

 

Os dissidentes presos são os remanescentes dos 75 presos na onda repressiva da Primavera Negra de 2003. Eles cumpriam até 28 anos de prisão. Já foram libertados 26 presos deste grupo. Todos embarcaram para a Espanha com suas famílias.

 

A Comissão Cubana de Direitos Humanos, um órgão independente, mas tolerado pelo regime, disse que após a libertação dos 52 dissidentes ainda restarão cerca de 100 presos políticos na ilha. A cifra, no entanto, é contestada por outros órgãos, como a Anistia Internacional, segundo a qual só restará em Cuba um "preso de consciência."

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