Cubanas fazem passeata por libertação de ativistas

Cerca de 50 mulheres parentes de presospolíticos cubanos fizeram no domingo uma passeata até a sede daAssembléia Nacional, atraindo insultos e vaias de seguidores doregime. As "Mulheres de Branco" disseram que a passeata foi umprelúdio das atividades da semana do Dia Internacional dosDireitos Humanos, comemorado na segunda-feira. O objetivo,segundo elas, é atrair a atenção para os abusos cometidos pelasautoridades comunistas da ilha. Protestos públicos são raros em Cuba, e manifestaçõessimilares no passado foram dissolvidas por simpatizantes dogoverno. "Estamos aqui para exigir a liberdade dos nossosprisioneiros e que o governo entenda que está punindoinocentes", disse Miriam Leiva, mulher do recém-libertadoeconomista dissidente Oscar Espinosa Chepe. Vestidas de branco e levando flores, as mulherespercorreram cerca de 20 quarteirões do bairro de Miramar, emHavana, até a sede do Parlamento, onde foram chamadas de"mercenárias" e "vermes". O governo cubano diz que todos os seus adversários sãopagos e organizados pelos Estados Unidos. Dezenas de dissidentes foram submetidos nos últimos dias aprisão temporária, segundo a Comissão Cubana de DireitosHumanos e Reconciliação Nacional. A entidade diz que os objetivos das prisões é esvaziareventuais protestos na segunda-feira.

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