Cubanos libertados pedem que União Europeia mantenha 'Posição Comum'

Medida pressiona Havana a iniciar redemocratização e a respeitar liberdades e direitos humanos

estadão.com.br

19 de julho de 2010 | 11h38

MADRI - Os ex-presos políticos que chegaram à Espanha na semana passada pediram à União Europeia nesta segunda-feira, 19, que não anule a Posição Comum, medida pela qual o órgão pede periodicamente o processo de democratização em Cuba, e expressaram seu desejo em apresentar suas posições na Câmara europeia, segundo informações da agência de notícias AFP.

 

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"Conscientes da vontade manifesta de alguns países europeus de modificar a Posição Comum da União Europeia a respeito de Cuba, declaramos nosso desacordo com a aprovação dessa medida, por entender que o governo cubano não deu passos que evidenciam uma clara decisão de avançar na democratização do nosso país", disseram.

 

"Solicitamos aos países da União Europeia que não aliviem as exigências direcionadas aos esforços para conseguir mudanças pela democracia de Cuba", disseram os dissidentes libertados em uma petição assinada por dez dos 11 libertados na semana passada.

 

"Nossa chegada à Espanha não pode ser considerada como um gesto de boa vontade, mas sim Omo uma ação desesperada do regime na busca urgente de uma melhora de sua imagem no exterior", finalizaram.

 

O texto foi lido por Julio César Gálvez, que foi acompanhado de vários dos outros dissidentes libertados. Todos se mostraram dispostos a se apresentar diante do Parlamento Europeu para explicar sua posição.

 

O governo da Espanha encabeça uma iniciativa na União Europeia de pressionar o regime cubano por meio da Posição Comum, pela qual o grupo de 27 países pede de seis em seis meses o início de um processo de transição democrática à ilha. A medida também pede que Havana firme um acordo pelo respeito das liberdades e dos direitos humanos.

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