Cúpula da Alba aprova plano de ação para evitar Ebola na América Latina

Cuba e um bloco de países aliados da região aprovaram nesta segunda-feira um plano de ação para impedir a propagação do Ebola e ajudar o oeste da África a combater o vírus que, segundo o presidente cubano, Raúl Castro, poderia gerar uma das pandemias “mais graves da história”.

NELSON ACOSTA, REUTERS

20 de outubro de 2014 | 18h10

Sete presidentes ou primeiros-ministros da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) participaram do encontro, ao qual também esteve presente a Organização Mundial da Saúde (OMS) e um representante da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Tenho a convicção de que, se esta ameaça não for freada e resolvida na África Ocidental, com uma resposta internacional imediata, eficaz e com recursos suficientes... pode se converter em uma das pandemias mais graves da história da humanidade”, disse Raúl na abertura da reunião.

Mais de 4.500 pessoas morreram de Ebola desde que o pior surto já registrado surgiu em março na Guiné e se ampliou posteriormente para Libéria e Serra Leoa.

"Concordamos em coordenar nossos esforços para prevenir e enfrentar a epidemia do Ebola, incluindo a rápida prestação e utilização da assistência entre nossos países, com os agentes de saúde, as provisões e os materiais pertinentes”, destacou a declaração final do encontro.

Os países ds Alba se comprometeram ainda a dar atenção prioritária a nações do Caribe com poucos recursos econômicos, como o Haiti, para lutar contra a febre hemorrágica e reforçar as medidas de vigilância epidemiológica nas fronteiras, especialmente em portos e aeroportos.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, propôs ao plenário a solicitação “imediata” à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), chefiada pela Costa Rica, de uma reunião com autoridades de saúde do primeiro escalão para evitar a disseminação do vírus.

“A resposta da Alba tem que ser preventiva”, declarou Maduro na abertura do foro. “Acredito que reagimos a tempo”, acrescentou.

Raúl, por sua vez, reiterou a disposição de Cuba de deixar de lado os 55 anos de tensões políticas com seu inimigo, os Estados Unidos, e trabalhar de maneira conjunta para combater a doença mortal.

“Cuba está disposta a trabalhar lado a lado com todos os países, incluindo os Estados Unidos”, ressaltou.

Washington está enviando cerca de três mil engenheiros militares, pessoal médico e outras tropas às nações africanas mais afetadas. Nenhum caso ainda foi relatado na América Latina ou no Caribe, mas o vírus já chegou aos EUA e à Espanha.

A cúpula em Cuba reuniu presidentes de Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua, Antígua e Barbuda, São Vicente e Grenadinas, Santa Lúcia e Dominica e Haiti, este como convidado.

Cuba já fez uma contribuição significativa enviando 165 médicos e enfermeiras para Serra Leoa, e outros 296 agentes de saúde devem partir para Libéria e Guiné nesta semana.

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