Cúpula defende fim de embargo a Cuba e critica ricos por crise

Bloqueio, que já dura 46 anos, não tem mais explicação política nem econômica, disse Lula ontem em discurso

Redação com Efe e AE

17 de dezembro de 2008 | 12h51

A declaração final da Cúpula da América Latina e do Caribe, vai incluir uma resolução que pede o fim do embargo americano a Cuba, que já dura 66 anos. O texto também culpa os países ricos pela crise global e pede que eles assumam os custos de sua solução .   Veja também: Posição não deve ter efeito em decisão sobre Cuba   Washington foi 'desprezado' em cúpulas na Bahia, diz 'NYT' Lula vê 'furacão político e ideológico' na AL Chávez diz na Bahia que capitalismo é coisa do diabo Bolívia defende prazo aos EUA para fim de embargo a Cuba   A minuta do texto, que será aprovada pelos chefes de Estado e do Governo da região reunidos no balneário a 113 quilômetros ao norte de Salvador, ressalta o significado histórico da Reunião, a primeira que reúne os países América Latina e o Caribe sem a presençada Europa nem dos EUA.No discurso que encerrou o primeiro dia de trabalhos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma mudança na política americana na América Latina e o fim do embargo a Cuba. "Tome a atitude de colocar fim ao bloqueio a Cuba, que não tem mais explicação, que não tem mais explicação econômica, que não mais explicação política, ou seja, não existe nenhuma razão", disse, se referindo ao presidente eleito americano, Barack Obama.Os signatários da declaração devem defender "a soberania e o direito de todo Estado de construir seu próprio sistema político, livre de ameaças,agressões e medidas coercitivas unilaterais em um ambiente de paz, estabilidade, justiça, democracia e respeito aos direitos humanos". Além disso, a declaração inclui um pedido de diálogo entre o Reino Unido e a Argentina sobre a soberania das ilhas Malvinas. Os membros da cúpula solicitam à Comissão Européia que conceda ao Panamá os benefícios do regime especial de estímulo para o desenvolvimento sustentável no período 2009-2011.EconomiaO documento aposta em um amplo diálogo internacional, com a participação ativa dos países em desenvolvimento, para a construção de uma nova arquitetura financeira internacional que inclua uma regulação eficiente e transparência no funcionamento do sistema financeiro mundial."Os países em vias de desenvolvimento, não devem ser penalizados por 'práticas financeiras não sustentáveis nos países desenvolvidos", continua a minuta do texto à qual teve acesso a Agência Efe. Os líderes acordaram analisar mecanismos econômicos conjuntos, como fórmulas de pagamento em moedas nacionais, experiências em moeda comum e mecanismos para estabilizar o balanço de pagamentos.Além disso, se propõem estudar a criação de fundos financeiros para apoiar projetos de desenvolvimento, promover a cooperação regional para melhorar a geração de energia e projetos de infra-estrutura.A declaração será aprovada antes do fim do encontro, da qual participam todos os governantes da região, exceto os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe; Peru, Alan García; Costa Rica, Óscar Arias, e El Salvador, Elías Antonio Saca.

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