Damas de Branco acusam autoridades de Cuba de impedir passeata

Damas de Branco acusam autoridades de Cuba de impedir passeata

Polícia não autorizou habitual passeata dos parentes dos opositores cubanos presos em 2003

Efe

11 de abril de 2010 | 21h52

As Damas de Branco, parentes de 75 opositores cubanos presos em 2003, denunciaram que a Polícia de Cuba não as autorizou realizar neste domingo, 11, a passeata que habitualmente fazem aos domingos, após assistirem à missa em uma igreja de Havana, e as obrigou a voltarem para casa.

 

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Laura Pollán, líder do grupo, disse à Agência Efe que um oficial da segurança do Estado e uma mulher com uniforme da Polícia abordaram ela e outras quatro integrantes do grupo, quando estavam para iniciar a passeata.

 

Segundo Pollán, esse mesmo oficial tinha advertido a ela hoje de manhã, em sua casa, de que não poderiam fazer a manifestação sem uma "autorização" da Polícia.

 

"Ele nos disse que não podíamos continuar caminhando e que não estávamos cumprindo com o estabelecido. Respondi a ele que me entregasse um documento legal anunciando as restrições às Damas de Branco", indicou Pollán.

 

A dissidente explicou que, horas depois, quando saíram da missa, ela, Berta Soler e Julia Núñez, esposas de três presos do grupo dos 75, assim como outras duas mulheres, foram forçadas a subir em um ônibus por mulheres da Polícia e levadas de volta para suas residências.

 

Além disso, ela acrescentou que seguidores do Governo expressaram atos de repúdio às Damas de Branco, impedindo-as de chegarem à igreja.

 

As Damas de Branco se vestem dessa cor como símbolo de paz, carregam flores na mão e têm por tradição realizar reuniões, protestos e passeatas nas ruas de Havana para reivindicar a libertação de seus parentes, condenados a penas de até 28 anos de prisão por dissidência política.

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