Damas de Branco cubanas criticam expulsão de espanholas

Grupo participou de um ato pedindo a libertação de presos políticos no domingo em Havana

Efe,

11 de dezembro de 2007 | 02h19

O grupo Damas de Branco, integrado por parentes de 75 dissidentes cubanos condenados em 2003, classificou nesta segunda-feira, 10, de "atropelo" a expulsão de oito espanholas que no domingo participaram de um ato em uma igreja de Havana. Veja também:Cuba deportará 10 mulheres catalãs por se juntarem a protestoEm ato raro, grupo pede liberação de presos cubanos "Foi um atropelo e uma falta de delicadeza, porque são mulheres indefesas que estão vivendo o que é a repressão em Cuba, o que é o totalitarismo cubano", disse à Efe Miriam Leiva, mulher do ex-preso político Oscar Espinosa Chepe e uma das fundadoras do grupo. Ela considerou "incrível" que "mulheres jovens que apenas se solidarizaram com um pedido pacífico de libertação de presos sejam expulsas". "Se elas tinham alguma dúvida de como violam nossos direitos, agora estão convencidas de que nossa causa é muito justa e de que o povo cubano merece tratamento melhor do que estamos recebendo", afirmou. O grupo de mulheres espanholas, todas do partido Convergência Democrática da Catalunha, retornou nesta segunda-feira para seu país. Elas estão retidas desde domingo em dois hotéis de Havana. As espanholas fizeram parte de um grupo de 25 mulheres procedentes também do Peru, Bósnia e Suécia, que participou de um ato das Damas de Branco no domingo.

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