DAVOS-Colômbia aceita anúncio de dados para libertação de reféns

A Colômbia não se opõe a que sejam revelados os protocolos de segurança acordados com a Cruz Vermelha Internacional para a libertação de cinco reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), caso o organismo humanitário decida pela divulgação, disse o presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

REUTERS

27 de janeiro de 2011 | 15h19

As Farc anunciaram na quarta-feira que estão prontas para iniciar a libertação dos reféns e exigiram a publicação dos protocolos de segurança por causa do aumento das operações militares nas áreas onde a entrega dos sequestrados deve acontecer.

"A resposta do governo é a de que esses protocolos estão nas mãos da Cruz Vermelha, a Cruz Vermelha tem autorização para publicá-los, se a Cruz Vermelha quer publicá-los, pode publicá-los", disse Santos a jornalistas durante o Fórum Econômico Mundial em Davos.

As Farc anunciaram em dezembro a intenção de libertar dois políticos e três membros do Exército e da polícia que estão em poder do grupo rebelde.

A Colômbia e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha concordaram em 11 de janeiro com as condições de segurança para a libertação, que incluem a suspensão das operações militares e dos sobrevoos por 36 horas na área estabelecida.

O Brasil apoiará o processo logístico para a libertação dos reféns, como fez em oportunidades anteriores com o fornecimento de helicópteros e tripulação que viajaram à selva colombiana para receber os sequestrados.

O governo de Santos descartou a possibilidade de negociar um acordo humanitário com as Farc e condicionou o início de um diálogo de paz à libertação dos reféns, à suspensão das hostilidades e a um anúncio dos rebeldes sobre sua disposição de depor as armas.

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