Davos vai pedir dinheiro para o Haiti

Evento do Forum terá reunião especial para levantar doações de multinacionais

Jamil Chade,

21 de janeiro de 2010 | 00h19

Mulheres disputam espaço em fila para receber água em Porto Príncipe. Foto: Julie Jacobson/Associated Press

 

GENEBRA - O Forum Econômico de Davos anunciou que destinará uma reunião especial em seu evento na semana que vem nos Alpes suíços para conseguir que empresas multinacionais se comprometam com a reconstrução do Haiti. O evento contará com a participação de Bill Clinton, enviado especial da ONU para o Haiti. "O que queremos é algo que vá além de doações para a ajuda imediata. Precisamos de investimentos", afirmou Klaus Schwab, fundador de Davos.

 

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A ideia do Fórum é de que multinacionais debatam como poderão fazer para investir no país, uma vez que a crise tenha sido superada. "A situação no Haiti já começava a ser estável e isso graças aos esforços dos militares brasileiros", afirmou o Fórum.

 

Até esta quarta-feira, governos de todo o mundo haviam feito promessas de dinheiro ao Haiti que totalizariam US$ 872 milhões. Desse total, US$ 379 milhões já começaram a ser usados. A liderança é dos Estados Unidos, com US$ 114 milhões. Em segundo lugar estão as doações privadas, de US$ 105 milhões. Já o Reino Unido já enviou US$ 30 milhões.

 

O problema é que menos da metade do dinheiro que o mundo está destinando para o Haiti está passando pela ONU, o que significa que governos estão optando por ações individuais e, para especialistas, tornando a coordenação ainda mais difícil.

 

Do dinheiro pedido pela ONU, apenas 21% estão em caixa, cerca de US$ 120 milhões. Os americanos continuam liderando a conta, com US$ 70 milhões. Já o Brasil continua aparecendo nos dados oficiais da ONU distribuídos aos jornalistas de todo o mundo com apenas US$ 380 mil depositado nas contas da entidade. A promessa havia sido de US$ 5 milhões. O Gabão já desbloqueou US$ 1 milhão.

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