Dean perde intensidade ao entrar pelo México

Tempestade tropical pode causar graves danos; furacão matou pelo menos 20 durante passagem pelo Caribe

Associated Press, Agência Estado e Efe,

23 de agosto de 2007 | 09h23

Depois de provocar fortes chuvas na região central do México, o furacão Dean foi perdendo força e transformou-se em uma depressão tropical no fim da noite de quarta-feira, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. Em Poza Rica, uma das cidades mexicanas atingidas pela tempestade, os moradores formaram grupos para remover árvores arrancadas pela raiz enquanto técnicos da companhia energética recuperavam as linhas de transmissão. Durante sua devastadora travessia pelo Caribe, o Dean provocou a morte de pelo menos 20 pessoas. No México, onde o Dean chegou como um furacão de categoria 5 (a mais mortífera e destruidora), não havia informações sobre mortes. "Nós nos saímos bem por causa de nossa organização e das precauções que tomamos", disse Fidel Herrera, governador do Estado mexicano de Veracruz. "Agora ingressamos na difícil fase de reconstrução e ajuda", prosseguiu ele durante visita às áreas afetadas.   O presidente mexicano, Felipe Calderón, assumiu o compromisso de atender aos possíveis desabrigados pelas intensas chuvas em toda a região. Desde ontem, o governante está à frente das medidas. Mas até agora os efeitos são menores que os previstos. "Nosso maior temor é de que o volume de água aumente o caudal dos rios em Veracruz e o grau de desmatamento possa gerar verdadeiras inundações", disse Calderón Apesar de o Centro Nacional de Furacões dos EUA ter rebaixado do Dean para depressão tropical, as chuvas provocadas pela tempestade ainda poderão causar enchentes e deslizamentos. As montanhas próximas da costa atlântica do México abrigam áreas sujeitas a desastres. Em 1999, uma tempestade na região provocou a morte de pelo menos 350 pessoas. Petrolíferas A empresa estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) anunciou o retorno de seus 18.197 trabalhadores às plataformas petrolíferas no Golfo do México para retomar a produção suspensa na segunda-feira passada. A previsão da Pemex é começar na sexta-feira a produção de 2,65 milhões de barris diários de petróleo e de 2,234 bilhões de pés cúbicos diários de gás natural, suspensa por causa do furacão. A companhia petrolífera mexicana afirmou que espera chegar a 80% da capacidade de produção no começo da próxima semana e 100% nos dias seguintes.

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