Dean provoca retirada de 18 mil trabalhadores no México

Estatal petrolífera do México adota medidas preventivas no sul do Golfo do México e no campo de Cantarrell

Mark Stevenson, Associated Press

21 de agosto de 2007 | 02h55

O furacão Dean, de classificação 5 - considerada monstruosa e rara -, volta a ameaçar desde o início da terça-feira, 21, a costa do México e Belize. A estatal petrolífera do México, Petróleos do México, retirou mais de 18 mil trabalhadores no sul do Golfo do México, incluindo o campo de Cantarrell. Dúzias de cidades históricas também foram esvaziadas e objetos valiosos foram levados pelas forças dos ventos.   Dean chega ao México junto com promessas de ajuda da ONU   Milhares de turistas saíram das praias da Riviera Mayan num rápido movimento após os ruídos da tempestade na direção das ruínas e das modernas instalações de petróleo da Península de Yucatán. Dean matou pelo menos 12 pessoas na passagem pelo Caribe, Jamaica e Ilhas Cayman. Segunda-feira, 21, à noite os ventos chegaram a 257 kph e cerca de 245 quilômetros por hora no leste do México, relatou a Estação Nacional norte-americana de Furacões. O olho do furacão é aguardado perto de Chetumal no começo da terça-feira, 21. O Dean ameaça a população de Yucatán. Vulnerável, eles vivem do turismo ou da extração do petróleo e habitam residências de madeira. De acordo com os meteorologistas a tempestade de 4 a 6 metros pode inundar a região.  A Defesa Civil recolhe as pessoas das ruas escuras de Tulum desde a segunda-feira, 20, à noite, em caminhões para abrigos, sob a forte chuva que assola a costa. O presidente Felipe Calderón afirmou que deverá cancelar uma viagem para o Canadá onde ele encontraria o presidente George Bush e o primeiro-ministro canadense Stephen Harper, e deverá ir nesta terça-feira, 21, aos locais onde o furacão é esperado.

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